Archive for the ‘TRIBUNAIS’ Category

ESTA JUSTIÇA…!!!


Em 1833 era assim que eram tratados os estupradores.

(Só espero que nenhum juiz do “processo Casa Pia” se lembre de ler este blogue…)
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Retirado do blogue do Ricardo Dabo.

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O TRIBUNAL DE CONTAS…

Dizia eu que o Tribunal de Contas informou que os custos da Construção da Casa da Música (Porto) sofreram uma “derrapagem” de cerca de 77,2 milhões de euros – isto para além de ter ultrapassado, largamente, os prazos previstos. Ou seja, o habitual “fartar vilanagem” tão português.
Eu não sei o que os leitores pensam do Tribunal de Contas; mas eu penso bem. Isto porque é graças ao Tribunal de Contas que vamos ficando a saber estas coisas que, até, já não nos espantam. Fazem parte da nossa querida democracia, e na nossa cultura. Mas é sempre bom a gente ir sabendo. E é essa a única utilidade que eu vejo no Tribunal de Contas.
Porque, no fim de contas, o Tribunal das ditas (Contas)… Bom eu ia escrever asneira. Em vez disso, só vou perguntar:
1) – Há responsáveis?
2) – Se há, o que lhes vai acontecer?
3) – Se não há, para que serve o Tribunal de Contas? Para nos dizer o que já sabemos? Ou seja, que há mais quem se governe do que quem governe?

HÁ CADA JUSTIÇA…!

É redundante e não é mais que um chavão dizer que a justiça é relativa. A decisão de um juiz, num caso em que intervenham duas partes, há-de sempre ser desagradável. Pelo menos, para uma delas.
Em Portugal, a justiça não foge à regra. O Código Penal é, sempre, muito severo na óptica dos condenados e/ou advogados, e muito leve para quem sofreu algum tipo de crime. Basta dizer que o máximo de pena que se pode ambicionar não vai além dos 25 anos de prisão. Quer mate uma pessoa, quer cometa um massacre.
Mas há casos que ainda nos (me) vão deixando com a boca aberta, como se não bastassem as idas ao dentista. Um jovem foi condenado a QUATRO penas de prisão perpétua. O que eu acho uma pena exemplar, uma vez que matou quatro pessoas. Ora, assim faz-se justiça: quando acabar uma pena de prisão perpétua cumpre a outra, e assim sucessivamente. No fim, ainda tem de cumprir mais 165 anos de prisão.
Estou convencido de que, cumpridas todas as penas. estará completamente integrado na sociedade e, como ainda é novo, tem toda uma vida à sua frente para ter juízo.

O DOLOROSO ÓBITO

O trabalho dos tribunais é, por norma, um trabalho sério, responsável. Assoberbados por montanhas de processos, os funcionários quase nem têm tempo para esboçar um sorriso.
Mas – há sempre um mas – de quando em vez há alguém que, com refinado sentido de humor e não menos requintada ironia, se aproveita de situações sérias para provocar uma saudável gargalhada.
Pois bem: rebuscando no sótão das minhas recordações, veio parar-me às mãos uma fotocópia que, na altura em que foi – largamente, diga-se de passagem – difundida, provocava irreprimíveis gargalhadas aos que a liam. Tratava-se, em resumo, de uma apreensão de aves ornamentais e canoras, provavelmente provenientes de furto. Só que quem se encarregou de acautelar o apreendido não o fez com os cuidados devidos. Por exemplo, colocou um canário e um melro na mesma gaiola, com os resultados fáceis de adivinhar.
A informação elaborada pelo Chefe de Secretaria do Tribunal de Instrução Criminal respectivo, dá-nos uma imagem do sucedido. Ei-la, devidamente transcrita:

Meritíssimo Juiz:

Algo consternado, cumpre-me informar Vª. Exª. que a canária amarela, apreendida neste TIC e no processo de Instrução Preparatória à margem indicado, que foi remetido à Polícia Judiciária de Lisboa para investigação, foi hoje e há poucos minutos, agredido pelo melro, seu companheiro de cativeiro, e encontra-se já cadáver, jazendo quase desfeita sobre o fundo conspurcado da gaiola, onde os seus restos mortais estão a ser devorados plo seu próprio homicida, reinando na gaiola um ambiente macabro. Para que Vª. Exª. se digne determinar o que tiver por conveniente, sentidamente presto esta informação. (seguem-se a data e a assinatura).

Irrepreensível, e inatacável. Isto, se considerarmos o ambiente normalmente austero dos tribunais.
Resta dizer que na mesma gaiola ainda havia uma outra canária, que também morreu. Quanto ao melro “homicida” acabou por falecer duas semanas depois, supõe-se que de saudades.
Mas isto já sou eu a supor…

O DOLOROSO ÓBITO

O trabalho dos tribunais é, por norma, um trabalho sério, responsável. Assoberbados por montanhas de processos, os funcionários quase nem têm tempo para esboçar um sorriso.
Mas – há sempre um mas – de quando em vez há alguém que, com refinado sentido de humor e não menos requintada ironia, se aproveita de situações sérias para provocar uma saudável gargalhada.
Pois bem: rebuscando no sótão das minhas recordações, veio parar-me às mãos uma fotocópia que, na altura em que foi – largamente, diga-se de passagem – difundida, provocava irreprimíveis gargalhadas aos que a liam. Tratava-se, em resumo, de uma apreensão de aves ornamentais e canoras, provavelmente provenientes de furto. Só que quem se encarregou de acautelar o apreendido não o fez com os cuidados devidos. Por exemplo, colocou um canário e um melro na mesma gaiola, com os resultados fáceis de adivinhar.
A informação elaborada pelo Chefe de Secretaria do Tribunal de Instrução Criminal respectivo, dá-nos uma imagem do sucedido. Ei-la, devidamente transcrita:

Meritíssimo Juiz:

Algo consternado, cumpre-me informar Vª. Exª. que a canária amarela, apreendida neste TIC e no processo de Instrução Preparatória à margem indicado, que foi remetido à Polícia Judiciária de Lisboa para investigação, foi hoje e há poucos minutos, agredido pelo melro, seu companheiro de cativeiro, e encontra-se já cadáver, jazendo quase desfeita sobre o fundo conspurcado da gaiola, onde os seus restos mortais estão a ser devorados plo seu próprio homicida, reinando na gaiola um ambiente macabro. Para que Vª. Exª. se digne determinar o que tiver por conveniente, sentidamente presto esta informação. (seguem-se a data e a assinatura).

Irrepreensível, e inatacável. Isto, se considerarmos o ambiente normalmente austero dos tribunais.
Resta dizer que na mesma gaiola ainda havia uma outra canária, que também morreu. Quanto ao melro “homicida” acabou por falecer duas semanas depois, supõe-se que de saudades.
Mas isto já sou eu a supor…