Archive for the ‘PORTO’ Category

À DRª ELISA FERREIRA

Cara doutora:

Vi, e ouvi, com religiosa atenção – aliás como é meu timbre – a declaração de que SE fosse eleita presidente (presidenta?) da Câmara Municipal do Porto iria renunciar ao tacho (perdão: aos “lugares dourados” e às “regalias”) que o Parlamento Europeu confere. Ouvi, vi, reouvi e revi, porque as televisões não fazem por menos: repetem as notícias até a gente dizer “chega!”. E não pude evitar: una furtiva lagrima ne’gli occhi miei spuntò. É assim, eu emociono-me com muita facilidade… Secado que foi o pranto, detive-me a pensar: se eu fosse mal-intencionado – o que não é o caso! – era capaz de pensar que a cara doutora não quer é largar o tacho. Seja ele qual for. E ficaria contente por pertencer ao (cada vez maior) grupo de abstencionistas eleitorais deste país. Só que eu não sou mal-intencionado, e longe de mim pensar tais coisas acerca da cara doutora por quem, aliás, nutro a mais elevada estima e consideração. Mas não alinho consigo, apesar de tudo. Porque eu, portuense de gema, nado e criado na Fontinha em infância de pé-descalço e ranho no nariz, quero para meu presidente alguém que AME verdadeiramente a minha Cidade. Sabe o que é isso? Eu explico. É dizer “Eu renuncio a Bruxelas JÁ, porque quero ser presidente da Câmara Municipal do Porto”. Por exemplo, é claro, que pode ser dito de outra maneira. Assim como há outras formas de mostrar o amor pela Cidade. Mas SEMPRE com este sentido. Aquele SE está a estragar tudo, doutora.
Porque para o Porto que me viu nascer (e desejo que me veja morrer) não quero nem tachistas, nem arranjistas, nem pára-quedistas.
Ou seja: Não conte com o meu voto, se faz favor.

"O PORTO É CURTIDO"

Nós temos o hábito de dizer coisas do género “o Porto é curtido”, ou “o Porto é especial” quendo, na verdade, o Porto não passa de uma cidade. Uma cidade de província, normalmente gerida por provincianos. Por isso nunca passará de uma cidade de província.

Vem isto a propósito de uma
 “originalidade” que, quando a mim, se destina a tirar a nossa cidade do marasmo contemplativo e do
 quotidiano medíocre. Inovadores, estes gestores!!! 
Em plena Rua da Alegria, junto ao cruzamento com a Rua Prof.  Correia de Araújo, existe uma passadeira para peões. Facto normalíssimo, como é de compreender. De um lado, a passadeira começa no passeio – e isto nem merecia estas linhas. Não merecia, mas merece porque do outro lado da rua, a passadeira vai desembocar… metade, numa zona ajardinada; e a outra metade, num parque de estacionamento!
Tá bem, já sei que não acreditam. Mas olhem que ainda ontem a passadeira estava no local., como eu descrevo. 
E as fotografias não mentem. Não são montagem, não senhor.  E o parque de estacionamento não é “selvagem”; é um parque devidamente construído, com estacionamento autorizado.

Por onde passarão os carrinhos de bebé e as cadeiras-de-rodas?
Valha-me a pilinha do menino-Jesus, que é benta!!!


E BIBÓPORTO, CARAGO!!!!

Começo por dizer que me considero absolutamente insuspeito, quando falo (ou escrevo) acerca do Porto. Embora tenha nascido na “Cidade Invicta” e ali tenha sido criado, a verdade é que não posso esconder a minha predilecção por Vila Nova de Gaia. Aí, sim! Sentado numa esplanada à beira-rio, diante de um copo de fresca cerveja, delicio-me… a olhar para o Porto.

Obviamente, resulta absurdo, incongruente e paradoxal, baptizar um blogue com “À Moda do Porto”, afinfar-lhe com o endereço “blogdastripas” e, no fm, desatar a falar de tudo menos… do Porto.
Vou falar dele, naturalmente; e considerando que, como se diz em jornalismo, “uma imagem vale mais que mil palavras” (o Fidel Castro saberá disto?), vou ilustrar as minhas falas com belas imagens.
Claro que não posso deixar de plasmar o meu agradecimento ao particular amigo e antigo companheiro de algumas aventuras, Tomé Afonso, que até pode ter uma boa máquina fotográfica; até pode ter uma lente espectacular; mas tudo isso, compra-se. O que não se compra, é o “olho” para a fotografia. E isso, o Tomé Afonso tem!

E BIBÓPORTO, CARAGO!!!!

Começo por dizer que me considero absolutamente insuspeito, quando falo (ou escrevo) acerca do Porto. Embora tenha nascido na “Cidade Invicta” e ali tenha sido criado, a verdade é que não posso esconder a minha predilecção por Vila Nova de Gaia. Aí, sim! Sentado numa esplanada à beira-rio, diante de um copo de fresca cerveja, delicio-me… a olhar para o Porto.

Obviamente, resulta absurdo, incongruente e paradoxal, baptizar um blogue com “À Moda do Porto”, afinfar-lhe com o endereço “blogdastripas” e, no fm, desatar a falar de tudo menos… do Porto.
Vou falar dele, naturalmente; e considerando que, como se diz em jornalismo, “uma imagem vale mais que mil palavras” (o Fidel Castro saberá disto?), vou ilustrar as minhas falas com belas imagens.
Claro que não posso deixar de plasmar o meu agradecimento ao particular amigo e antigo companheiro de algumas aventuras, Tomé Afonso, que até pode ter uma boa máquina fotográfica; até pode ter uma lente espectacular; mas tudo isso, compra-se. O que não se compra, é o “olho” para a fotografia. E isso, o Tomé Afonso tem!