Archive for the ‘PEDOFILIA’ Category

AS MISSAS SALVADORAS

Desde há cerca de dois mil anos, mais coisa menos coisa, que uma sinistra entidade denominada ICAR se vem dedicando, metódica e impunemente, à lavagem cerebral de todos os que, caindo nas suas garras, delas não têm forças – ou acabam por não querer – para delas se livrar. Sem o menor retraimento, vão impingindo pombas a fecundar virgens, virgens a parir naturalmente, aparições que só alguns conseguem ver, milagres, santos às multidões – com destaque para JP2, o maior fabricante de que há memória – virgens de todas as espécies e feitios. E os cofres do Vaticano vão-se enchendo, com a graça de Deus. Só que quando tudo parece correr na paz do senhor, há-de aparecer alguém a borrar a pintura. É a chamada “areia na engrenagem”. No caso concreto, são os padres abusadores de menores. Infelizmente, é uma fauna que está longe de se encontrar em vias de extinção; pelo contrário, parece que se multiplica, mais depressa que os pães da anedota. De tal modo que ainda não há muito tempo os cofres do Vaticano se viram espoliados em largas somas de dinheiro, pago em indemnizações às vítimas. E a história é de tal modo escabrosa que, há dias, o bispo de Tenerife se viu na necessidade de mandar mais um pouco de areia para os olhos (dos crentes, entenda-se), transferindo a culpa para os jovens abusados. Mas era pouco. Mesmo sendo “culpados”, os jovens ainda podiam pedir chorudas indemnizações. Então, que fez o Vaticano? Determinou severos castigos para os prevaricadores? Não. Primeiro, instituiu o “Decálogo Básico Universal“. Mas ainda era pouco. Vai daí, um cardeal encontrou a fórmula milagrosa: missas. Sim, é verdade. Missas pelas vítimas. Sinceramente, como não sou psicólogo não sei quais os efeitos, nas vítimas, dos abusos sexuais cometidos, ainda para mais, por aqueles que, teoricamente, têm o dever de protecção – para além de outros; não sei, mas imagino. Por isso, nunca poderei saber de que modo as missas poderão minimizar ou extinguir esses efeitos. Não poderei saber, mas posso imaginar: ZERO! Esta atitude pia e cardinalícia nem sequer me merece comentários. Fiquei de boca aberta, ainda a mantenho, e só consigo comentar com a boca fechada. Por isso, em vez de comentar, pergunto: – Então, sempre é verdade que há padres que abusam de menores? – Quais serão os efeitos das missas que passarão a ser rezadas? – O que diz o bispo de Tenerife acerca do assunto? Porque, se há jovens que até provocam, eles também têm direito a missa? – Não seria mais viável rezar missas para que a padralhada perdesse a potência sexual? Ou será que o poder de Deus não chega a tanto? – E não se pode exterminá-los?

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O "DECÁLOGO" E A PEDOFILIA

Dizer-se que a Internet é um mundo, acaba por ser um lugar-comum. Não há, praticamente, nada que não possa ser encontrado na “net”. Apesar disso, porém, e paradoxalmente, a “net” ainda nos vai presenteando com algumas surpresas.

Quem, como eu, frequentou a catequese, ouviu, certamente, falar no “Decálogo” – assim chamado por serem dez os artigos que compõem a chamada “lei de Deus”; mas do que poucos ouviram falar, estou certo, foi no “Decálogo Básico Universal”, igualmente composto por dez artigos. Trata-se, como é facilmente compreensível, de um documento de circulação restrita, destinado a punir “severamente” os padres que cometam actos de pedofilia. Por isso, talvez não seja de estranhar a posição
do bispo de Tenerife (Canári
as, Espanha), relativamente ao assunto: manifestamente, são as crianças as culpadas dos actos de pedofilia praticados pelos padres. Pelo que não se pode – nem deve! – censurar a Arábia Saudita, por exemplo, onde são as mulheres as culpadas das violações a que são sujeitas.

Quanto ao “Decálogo Básico” proponho uma leitura atenta, e uma comparação com casos que, esporadicamente, aparecem nos jornais. Por outras palavras: quantos padres, suspeitos de actos sexuais com menores ou adolescentes, se sentaram no banco dos réus ou, até, foram alvo de investigação criminal?
A Igreja Católica acredita que os casos de abuso sexual cometidos por religiosos são apenas pecado e, po
r isso, não denuncia os transgressores.
Num livro de um dos maiores pesquisadores do tema, o espanhol Pepe Rodríguez, autor de Pederastia na Igreja Católica, diz que, para encobrir os escândalos, a hierarquia romana aplica um “decálogo básico universal”, visando a proteger os religiosos. Confira abaixo:

1 – Averiguação discreta do ocorrido.

2 – Reconhecido o abuso sexual e constatado que a imagem da Igreja será prejudicada, iniciar acções dissuasórias com agressor e vítima. Os bispos dedicam-se ao convencimento das vítimas e de seus familiares, assegurando-lhes que o agressor foi punido e estaria arrependido, persuadindo-os a não perpetrarem a denúncia para não prejudicar a Igreja nem a si mesmos.

3 – Encobrimento dos fatos e do agressor antes que venham a público.

4 – Medidas para reforçar a ocultação. A hierarquia adopta um expediente canónico contra o agressor, apenas para defender-se de eventuais acusações de passividade.

5 – Negar o ocorrido. Sob o argumento de que o sacerdote, chamado por Deus, é um homem de virtude, uma figura sacra. Quando não é mais possível negar o fato, este é tratado como excepção.

6 – Defesa pública do agressor, ressaltando seus bons serviços prestados à Igreja. Apela-se para o sentimento cristão do perdão ao pecador arrependido.

7 – Desqualificação pública das vítimas e de suas condições.

8 – Atribuição paranóica de denúncia a campanhas orquestradas por “inimigos da Igreja”.

9 – Possibilidade de negociação com a vítima.

10 – Protecção do sacerdote agressor.


O "DECÁLOGO" E A PEDOFILIA

Dizer-se que a Internet é um mundo, acaba por ser um lugar-comum. Não há, praticamente, nada que não possa ser encontrado na “net”. Apesar disso, porém, e paradoxalmente, a “net” ainda nos vai presenteando com algumas surpresas.

Quem, como eu, frequentou a catequese, ouviu, certamente, falar no “Decálogo” – assim chamado por serem dez os artigos que compõem a chamada “lei de Deus”; mas do que poucos ouviram falar, estou certo, foi no “Decálogo Básico Universal”, igualmente composto por dez artigos. Trata-se, como é facilmente compreensível, de um documento de circulação restrita, destinado a punir “severamente” os padres que cometam actos de pedofilia. Por isso, talvez não seja de estranhar a posição
do bispo de Tenerife (Canári
as, Espanha), relativamente ao assunto: manifestamente, são as crianças as culpadas dos actos de pedofilia praticados pelos padres. Pelo que não se pode – nem deve! – censurar a Arábia Saudita, por exemplo, onde são as mulheres as culpadas das violações a que são sujeitas.

Quanto ao “Decálogo Básico” proponho uma leitura atenta, e uma comparação com casos que, esporadicamente, aparecem nos jornais. Por outras palavras: quantos padres, suspeitos de actos sexuais com menores ou adolescentes, se sentaram no banco dos réus ou, até, foram alvo de investigação criminal?
A Igreja Católica acredita que os casos de abuso sexual cometidos por religiosos são apenas pecado e, po
r isso, não denuncia os transgressores.
Num livro de um dos maiores pesquisadores do tema, o espanhol Pepe Rodríguez, autor de Pederastia na Igreja Católica, diz que, para encobrir os escândalos, a hierarquia romana aplica um “decálogo básico universal”, visando a proteger os religiosos. Confira abaixo:

1 – Averiguação discreta do ocorrido.

2 – Reconhecido o abuso sexual e constatado que a imagem da Igreja será prejudicada, iniciar acções dissuasórias com agressor e vítima. Os bispos dedicam-se ao convencimento das vítimas e de seus familiares, assegurando-lhes que o agressor foi punido e estaria arrependido, persuadindo-os a não perpetrarem a denúncia para não prejudicar a Igreja nem a si mesmos.

3 – Encobrimento dos fatos e do agressor antes que venham a público.

4 – Medidas para reforçar a ocultação. A hierarquia adopta um expediente canónico contra o agressor, apenas para defender-se de eventuais acusações de passividade.

5 – Negar o ocorrido. Sob o argumento de que o sacerdote, chamado por Deus, é um homem de virtude, uma figura sacra. Quando não é mais possível negar o fato, este é tratado como excepção.

6 – Defesa pública do agressor, ressaltando seus bons serviços prestados à Igreja. Apela-se para o sentimento cristão do perdão ao pecador arrependido.

7 – Desqualificação pública das vítimas e de suas condições.

8 – Atribuição paranóica de denúncia a campanhas orquestradas por “inimigos da Igreja”.

9 – Possibilidade de negociação com a vítima.

10 – Protecção do sacerdote agressor.