Archive for the ‘Manifestação’ Category

RECORDAÇÕES DA MINHA INFÂNCIA

Há pouco, o Telejornal noticiava a visita da ministra da Educação a Vila Real, e dava imagens da manifestação de repúdio, caracterizada por apupos e outros “mimos”, protagonizados por crianças que, se tinham saído do 1º Ciclo, o tinham feito há muito pouco tempo.
E a visão dessas imagens transportou-me aos meus tempos de infância em que, mesmo “à civil”, tomava parte em actividades da extinta Mocidade Portuguesa ou, arrebanhado pelos professores da “primária”, participava em manifestações de apoio a qualquer das “suas excelências” governamentais que, numa atitude condescendente, se dignava visitar o meu Porto natal.
Hoje, olhando para trás, e com a calma que os anos me ensinaram a ter, verifico que, afinal, nem sabia o que estava a fazer, quem estava a apoiar e, principalmente, por que razão estava a apoiar. Aliás, nem sei se estava a apoiar; mas sei, hoje, que estava a ser manipulado, tal como centenas de outros meninos e meninas – devida e religiosamente separados!
Hoje, ao ver as imagens que a televisão mostrou, verifico que, afinal, pouco mudou: não há apoios, há apupos; os meninos e meninas estão juntos (felizmente!); há câmaras de televisão que, nos meus 9 ou 1o anos de idade não havia, naturalmente.
Mas só isso é que mudou; o resto, continua na mesma.

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RECORDAÇÕES DA MINHA INFÂNCIA

Há pouco, o Telejornal noticiava a visita da ministra da Educação a Vila Real, e dava imagens da manifestação de repúdio, caracterizada por apupos e outros “mimos”, protagonizados por crianças que, se tinham saído do 1º Ciclo, o tinham feito há muito pouco tempo.
E a visão dessas imagens transportou-me aos meus tempos de infância em que, mesmo “à civil”, tomava parte em actividades da extinta Mocidade Portuguesa ou, arrebanhado pelos professores da “primária”, participava em manifestações de apoio a qualquer das “suas excelências” governamentais que, numa atitude condescendente, se dignava visitar o meu Porto natal.
Hoje, olhando para trás, e com a calma que os anos me ensinaram a ter, verifico que, afinal, nem sabia o que estava a fazer, quem estava a apoiar e, principalmente, por que razão estava a apoiar. Aliás, nem sei se estava a apoiar; mas sei, hoje, que estava a ser manipulado, tal como centenas de outros meninos e meninas – devida e religiosamente separados!
Hoje, ao ver as imagens que a televisão mostrou, verifico que, afinal, pouco mudou: não há apoios, há apupos; os meninos e meninas estão juntos (felizmente!); há câmaras de televisão que, nos meus 9 ou 1o anos de idade não havia, naturalmente.
Mas só isso é que mudou; o resto, continua na mesma.