Archive for the ‘INTOLERÂNCIA’ Category

O CARDEAL E O CASAMENTO

Segundo noticia o “Correio da Manhã”, vão ser rezadas missas contra os casamentos “gay“.
Não vou atacar ou defender a posição do governo, chefiado por José Sócrates, acerca do assunto. Nem vou atacar a ICAR, cuja posição é por demais conhecida. E compreende-se que o seja: os padres, todos, têm dado provas inequívocas da sua heterossexualidade, daí a sua aversão aos homo. Mas vou perguntar (que querem, ultimamente ando assim…): Vamos supor que a Lei é aprovada. E que, naturalmente, entra em vigor. O que poderemos, nessa altura, concluir acerca das missas?
– Que Deus é a favor do casamento de homossexuais?
– Que Deus não liga a ponta de um corno às rezas do Cardeal e seus acólitos?
– Que tanto dá rezar como não rezar, pois Deus é uma invenção humana?

COGITAÇÕES PROFUNDAS

Segundo tem vindo a ser noticiado, Joseph Ratzinger, também conhecido por “O Bento 16” ou “O Papa”, votou contra uma decisão da ONU, que pretendia que a homossexualidade fosse descriminalizada em todo o mundo. Lembremo-nos de que em vários países, nomeadamente de religião muçulmana, o homossexualismo é punido com a morte. No Irão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad gabou-se, ainda não há muito tempo, de que no seu país não havia homossexuais. Pois não. Em Portugal, dentro de poucos anos não haverá analfabetos. Quando eles morrerem todos… No Irão, e noutros países, oficialmente não há homossexuais.
De qualquer modo, isso diz bem do valor que o Vaticano dá aos direitos humanos. A vida de uma pessoa pouco valor tem, se essa pessoa contrariar as vontades de um hipotético e improvável deus.
Uma das muitas falácias difundidas pelas várias religiões, é a de que a homossexualidade é uma opção de vida. Isto é, uma pessoa opta por ser homossexual, como pode optar por ser médico, electricista ou… padre. Por isso, a homossexualidade é “pecado”.
Quem tem um pouco de cultura (e não é preciso muita, garanto) rapidamente chegará à conclusão de que a homossexualidade é tudo o que quiserem, menos uma opção de vida. Basta parar para pensar um pouco. Só que o Vaticano não quer isso, isto é, não quer que as pessoas pensem. E não quer, porque as pessoas poderiam chegar a conclusões incómodas. Por exemplo:

  • Somos filhos de Deus, ou seja, criaturas de Deus; então,
  • Se alguém nasce homossexual, então é essa a obra de Deus. Ou seja, a criatura de Deus é “defeituosa”.
  • Mas a verdade é que “tudo o que Deus faz é perfeito”. Então, torna-se mais fácil dizer que a homossexualidade é uma opção de vida e, naturalmente, “pecado”.
  • Permanecer na ignorância e cultivar preconceitos é muito mais cómodo.

Numa página apropriada da Internet coloquei a seguinte pergunta: “

Você acredita MESMO que homossexualidade é opção, e daí o castigo de Deus? Ou a pessoa nasce homossexual?

Vale a pena ir até lá e ler algumas respostas… Elas patenteiam a intolerância, a ignorância voluntária e o preconceito ainda existente.
E vale a pena ler uma das respostas, que eu publico abaixo, tal como foi escrita. Nem uma vírgula mudei.

Engraçado como héteros adoram dar pitaco no tema… se são héteros, como sabem que um homossexual optou por algo? É incrível como atirar pedra no telhado do vizinho e sair correndo é “engraçado”, mesmo que cause prejuízo imensurável…

Vou optar por ser escurraçado pela minha familia e dormir ao relento!!

Vou optar ser motivo de piadas e humilhaçoes na rua, no colégio, na igreja, em casa.

Vou optar em me recluir em guetos, com medo de ser agredido por estar demonstrando carinho por outro cara.

Vou optar em virar pros meus pais e dizer: não subirei ao altar perante nossa família, pois “optei” em não sentir prazer com o sexo oposto.

Vou optar em por meu emprego em risco e em afastar de mim meus amigos e colegas que admiro.

Vou optar em me esconder de tudo e de todos, até de mim mesmo, pois me sinto bem assim, mentindo a todo tempo e fingindo que não tenho nenhum sentimento.

Será que uma pessoa opta por lutar contra toda uma sociedade pra poder beijar, amar e construir sua vida com alguém que ama?
Será que é opção, não poder viver dignamente, lutando contra um conceito arcaico que é impregnado por pessoas fanáticas?

Opção é ser feliz ou se render à idéias fúteis e vazias como muitas que tive o desgosto de ler em sua pergunta.

Pra quem se baseia na bíblia, leiam Levítcus e reflitam antes de criticarem alguém… seguir a escritura ao pé da letra é se enterrar vivo, pois tudo é condenado e condenável.

Grande abraço.

E ah, abaixo vai Levíticus para aqueles que quiserem constatar o que eu digo…

"GAYS" CATÓLICOS…?

O “Correio da Manhã”, na sua edição online, noticia que “para quebrar preconceitos” o líder da Juventude Socialista vai participar no I Encontro Ibérico de Gays Católicos.

Ora, como bom ateu que tento ser, entendo que toda a gente tem direito a ter uma religião – ou a não ter nenhuma. Mas não consigo entender como pode, uma pessoa (e, aqui, incluo as mulheres), professar uma religião que, manifestamente e sem o mínimo pudor, a despreza. Como pode um “gay” (eu ainda prefiro a palavra homossexual. Gay significa alegre, e eu duvido que haja alegria nessa situação. Mas já tenho ouvido e lido acerca de dramas…) como pode, pois, um homossexual professar umareligião (curiosamente, acho que qualquer religião) que o condena, aprioristicamente, às ditas “chamas do inferno” (algumas até os/as condenam à morte, liminarmente. No Irão, por exemplo, “não há homossexuais”. Pois não…)?

Com a ironia que o caso merece, acho que está na hora de os homossexuais criarem a sua própria religião. Parece que não custa muito, a julgar pela parafernália existente…

Ou então, tornem-se ateus. Pelo menos, terão solidariedade, tolerância e compreensão.

OS NOVOS INQUISIDORES


O semanário “Sol” revela nas suas páginas a mais recente forma de Inquisição.
Como todos sabemos, na Idade Média, também conhecida por “Idade das Trevas”, era costume os pios católicos realizarem apetitosos churrascos onde eram primorosamente assados todos aqueles que não concordavam com as beatices, ou que tinham ideias diferentes acerca de determinados aspectos. Giordano Bruno, por exemplo, foi assado por considerar que o Universo é infinito, coisa que muito desagradava à “Santa Madre Igreja”; também Galileu Galilei se viu em palpos de aranha (e acabou por se desmentir) com a “Santa Inquisição” por ratificar a teoria heliocêntrica de Copérnico.
Ora, como toda a gente sabe, actualmente não se condena ninguém à fogueira; o mais que pode acontecer é as pessoas morrerem apedrejadas (lapidadas) por negarem o Islão, ou por quererem converter-se a outra religião. Os judeus não têm, já, necessidade de se disfarçarem de cristãos, fazendo as famosas alheiras para que os esbirros do Santo Ofício pensassem que eram enchidos de porco, mas os católicos continuam a rezar pela sua conversão.
A verdade é que até mesmo os mais empedernidos católicos, defensores da ideia de que um improvável deus criou tudo, acabam por se render à tecnologia. Parece que ainda não disseram que foi Deus que criou o computador o que, a acontecer, muito agradaria a Bill Gates. Far-lhe-ia bem ao ego, de certeza.
Adiante.
Fazendo jus à famosa tolerância cristã, alguns “hackers” fanáticos invadem páginas ligadas a grupos de discussão ateísta. O cristianismo no seu melhor! Por que será? Será que, no subconsciente, têm inveja dos ateus, por estes seguirem os próprios pensamentos, e não aqueles que lhes são impostos por um qualquer calhamaço dos embustes? Ou será que têm medo de que o racionalismo acabe por impor as suas razões sem o recurso ao uso da força? Por que razão estes novos inquisidores não apresentam os seus argumentos nas discussões? Será por saberem que serão vencidos em toda a linha?
Onde falha a razão, aplica-se a força. Mesmo que irracional.

OS NOVOS INQUISIDORES


O semanário “Sol” revela nas suas páginas a mais recente forma de Inquisição.
Como todos sabemos, na Idade Média, também conhecida por “Idade das Trevas”, era costume os pios católicos realizarem apetitosos churrascos onde eram primorosamente assados todos aqueles que não concordavam com as beatices, ou que tinham ideias diferentes acerca de determinados aspectos. Giordano Bruno, por exemplo, foi assado por considerar que o Universo é infinito, coisa que muito desagradava à “Santa Madre Igreja”; também Galileu Galilei se viu em palpos de aranha (e acabou por se desmentir) com a “Santa Inquisição” por ratificar a teoria heliocêntrica de Copérnico.
Ora, como toda a gente sabe, actualmente não se condena ninguém à fogueira; o mais que pode acontecer é as pessoas morrerem apedrejadas (lapidadas) por negarem o Islão, ou por quererem converter-se a outra religião. Os judeus não têm, já, necessidade de se disfarçarem de cristãos, fazendo as famosas alheiras para que os esbirros do Santo Ofício pensassem que eram enchidos de porco, mas os católicos continuam a rezar pela sua conversão.
A verdade é que até mesmo os mais empedernidos católicos, defensores da ideia de que um improvável deus criou tudo, acabam por se render à tecnologia. Parece que ainda não disseram que foi Deus que criou o computador o que, a acontecer, muito agradaria a Bill Gates. Far-lhe-ia bem ao ego, de certeza.
Adiante.
Fazendo jus à famosa tolerância cristã, alguns “hackers” fanáticos invadem páginas ligadas a grupos de discussão ateísta. O cristianismo no seu melhor! Por que será? Será que, no subconsciente, têm inveja dos ateus, por estes seguirem os próprios pensamentos, e não aqueles que lhes são impostos por um qualquer calhamaço dos embustes? Ou será que têm medo de que o racionalismo acabe por impor as suas razões sem o recurso ao uso da força? Por que razão estes novos inquisidores não apresentam os seus argumentos nas discussões? Será por saberem que serão vencidos em toda a linha?
Onde falha a razão, aplica-se a força. Mesmo que irracional.

O VATICANO VOLTA A ATACAR

*
Vaticano diz que fiéis devem evangelizar não-católicos

Estes títulos têm aparecido em várias publicações, e não deixam de causar – pelo menos a mim – algumas perplexidades. Vejamos:
“Vaticano reafirma o direito de evangelizar”. O direito de evangelizar???? Será que o Vaticano (leia-se “o sr. Ratzinger”) alguma vez se lembrou que há muita gente que tem o direito de não ser evangelizada? E que esse direito é irrenunciável – para aplicar uma palavra do sr. Ratzinger?
Eu compreendo perfeitamente o desespero do sr. Ratzinger: a conco
rrência é feroz, há cada vez mais igrejas (todas elas a seguirem a verdadeira palavra de Deus), os crentes são, naturalmente, cada vez menos, uns porque deixaram de acreditar em aldrabices, outros porque foram procurar aldrabices diferentes, com melhores milagres e dízimos mais baratos, e os cofres do Vaticano acabam por se ressentir. Daí o projecto de Ratzinger: toda a gente católica, JÁ! Daí, também, que ele considere a evangelização um direito. Que seja um dever, aceito. Agora um direito…
De qualquer modo, não se pode ser mais hipócrita. Os direitos, para o sr. Ratzinger, são aquilo que ele entender. Para ele, evangelizar é um direito; mas o casamento, direito que está bem plasmado na Declaração Universal dos Direitos do Homem, é continuamente negado aos padres:

Artigo 16°

A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.

Como é, sr. Ratinger?