Archive for the ‘CONSTITUIÇÃO’ Category

PAGAMOS?

Eu ainda não percebi por que carga de água, benta ou da outra, vou ter de contribuir, sem que nada me tenha sido perguntado, para a construção de um altar. Já me bastou ter contribuído para a construção de estádios de futebol agora às moscas.Quando é que os nossos autarcas, e outras espécies de governantes, conseguem chegar à conclusão de que o dinheiro do povo não é para gastar em folclores religiosos, que só servem para apunhalar a Constituição? Quando é que o Estado se separa, definitivamente, das confissões religiosas? E não venham, por favor, com o chavão de que se trata de um chefe de estado; os chefes de estado vão a recepções, fazem discursos, promovem acordos bilaterais, mas não celebram missas. Se eu quiser uma missa (lagarto, lagarto…) pago-a; não meto a conta ao Estado.

Por outro lado, a Igreja devia ter vergonha; mas duvido que saiba o que é isso. Com os cofres a abarrotar, basta ver os milhões que caem em Fátima, ainda tem a lata de pedir à Câmara o pagamento da construção de um altar… A isto, eu chamo de parasitismo, porque não me lembro de palavrão pior. Mas parasitismo é, afinal, a verdadeira vocação das religiões em geral, e da ICAR em particular.

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O LAICISMO DO SR. PRESIDENTE

O presidente Cavaco Silva, contrariando a própria Constituição que ele mesmo jurou defender e cumprir, persiste na atitude de praticar turismo religioso à custa do contribuinte. De visita a um dos países mais fanaticamente católicos, o sr. presidente não se coibiu de oferecer uma imagem da senhora de Fátima ao padre que recebeu o pio casal. Presidencial, diz o periódico.

A Constituição da República Portuguesa, no seu artº 41.º, define claramente a separação entre a religião e o Estado; mas o sr. presidente teima em misturar.
Quero, com isto, dizer que o sr. Aníbal Cavaco Silva, enquanto cidadão, tem todo o direito d
e fazer corridas no joelhódromo de Fátima, beijar aneis episcopais, tomar banhos de água-benta (que ele, certamente, consegue distinguir da água normal, como bom católico que é), oferecer bonecos a representar alegadas virgens ao padre da freguesia ou ao padre de Cracóvia (desde que sejam pagas do próprio bolso, e duvido que tenha sido o caso), ir vestido de anjinho nas procissões, etc. São direitos que a Constituição consagra a qualquer

 cidadão. Mas não me parece que o Presidente da República, enquanto tal, tenha esses direitos.
Mas estou aberto ao contraditório…