Archive for the ‘CLERICALISMO’ Category

ELE VAI SER SANTO!!!

Joseph Ratzinger, o B16 para os amigos, prepara-se para mandar João Paulo dois ou JP2, para a lista dos santos. Entre outras virtudes do futuro santo, que são inúmeras, contam-se a profunda amizade para com o sanguinário ditador Pinochet.
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QUE MILAGRE(S) PODEREMOS ESPERAR?

Dizem, nos “mentideros” que o Papa caiu e fracturou um pulso.
É preciso analisar friamente a situação:

  1. O Papa é o representante de Deus na Terra.
  2. Para isso, foi eleito pelos que eram seus pares, devidamente inspirados pelo Espírito Santo – seja lá isso o que for.
  3. O Espírito Santo é Deus uno e trino e mainunseiquê.
  4. Era suposto o Papa estar protegido, pela Santíssima Trindade, de todos os males do mundo.
  5. Isto porque, em teoria, Deus tem mais que fazer do que estar a promover eleições atrás de eleições. Deus não é a Comissão Nacional de Eleições, para que conste.
  6. Verifica-se que, apesar de todos os pressupostos enumerados acima, o Papa não está protegido.
  7. O que me parece injusto – mas eu sou suspeito – já que não hesitou nem um bocadinho em curar o olho esquerdo de D. Guilhermina de Jesus.
  8. Mas não evitou que o seu empregado predilecto caísse e fracturasse um pulso.
  9. Mais grave ainda: o Papa foi transportado ao hospital. Deus cura o olho, mas não cura o pulso.
  10. Como se não bastasse, o pulso fracturado foi o direito, ou seja: o das benzeduras.
  11. O que me leva a perguntar: se o Papa não está protegido, quem o estará?

D. CARLOS E O ATEÍSMO

Exmo. Senhor

Director do Correio da Manhã

direccao@correiomanha.pt

Lisboa

Senhor Director,

Na sequência do artigo de opinião do senhor bispo Carlos Azevedo, ontem publicado na página 2 do Correio da Manhã, exclusivamente de ataque à Associação Ateísta Portuguesa (AAP), sei que não preciso de invocar direito de resposta porque seria ofensivo do pluralismo do jornal que V. Ex.ª dirige.

Limito-me, pois, a solicitar a publicação da posição ateísta e a apresentar-lhe os meus cumprimentos.

Carlos Esperança

P.S. – Com identificação da AAP, o texto segue também em anexo, para evitar que a formatação se altere.

Assunto: A canonização de Nuno Álvares Pereira

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) contesta o artigo do senhor bispo católico, Carlos Azevedo, no Correio da Manhã, com acusações cuja legitimidade respeita mas que francamente repudia.

Regozijamo-nos, naturalmente, com a consideração e respeito que o senhor bispo diz ter pelo ateísmo, afirmação surpreendente face à excomunhão papal, às perseguições da Igreja católica e à forma como ele próprio se refere à AAP. Recordamos-lhe, a propósito, a peregrinação a Fátima de 13 de Maio de 2008, «contra o ateísmo» e a convicção do senhor patriarca José Policarpo: «Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade».

Insólita num bispo católico, registamos a referência à «debilidade de todos os sinais da presença de Deus», numa arrojada manifestação de agnosticismo mitigado.

Mas o senhor bispo percebeu mal, ou deturpou, a posição da AAP em relação à canonização de Nuno Álvares e à lamentável cobertura que o Presidente da República, o Presidente da AR, membros do Governo e deputados deram à canonização, incompatível com um Estado laico onde é legítimo exaltar as virtudes do herói mas inaceitável rubricar os milagres de um santo.

Diz o senhor bispo Carlos Azevedo que «afirmar que Nuno Álvares Pereira foi canonizado graças a um milagre, que ridicularizam, é desonesto», como se fosse a Associação Ateísta a inventar o milagre, e não a Igreja católica, e como se o milagre não fosse condição sine qua non para a canonização. Que o senhor bispo se envergonhe do milagre obrado no olho esquerdo de D. Guilhermina, queimado com óleo fervente de fritar peixe, à custa de duas novenas e um ósculo numa imagem do Condestável, é um problema seu.

O senhor Patriarca Policarpo preferia a canonização por decreto, como afirmou publicamente, à exigência de Bento XVI que, na opinião do teólogo Hans Küng, está a devolver a Igreja à Idade Média, mas quem manda é o antigo prefeito da Sagrada Congregação da Fé (ex-Santo Ofício).

Assim, ignorando os juízos de valor e os ataques do senhor bispo Carlos Azevedo, a AAP reitera o seguinte:

– O Estado laico é a condição essencial de uma democracia e, na opinião da AAP, fica irremediavelmente comprometido com a participação dos altos dignitários do Estado, em nome de Portugal, numa cerimónia de canonização, estabelecendo uma lamentável confusão entre as funções de Estado e os actos pios do foro individual, prestando-se ao reconhecimento estatal da superstição;

– A AAP entende que o prestígio do Condestável não se dilata com o alegado milagre e que, se deus existisse, podia mais facilmente ter evitado os salpicos de óleo que queimaram o olho esquerdo de D. Guilhermina, enquanto fritava peixe, do que ter de a curar para o beato virar santo;

– A AAP duvida da capacidade de um guerreiro morto, apesar de ilustre, para actuar como colírio e duvida de D. Guilhermina, que se lembrou de recorrer à intercessão de um herói, sem antecedentes no ramo dos milagres, em vez de procurar um oftalmologista, e

– Finalmente, a AAP repudia que a peregrinação a Roma se faça a expensas do Estado português.

Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 18 de Abril de 2009

Carlos Esperança

(Presidente da Direcção)

A MORTE DA ALMA


Cidade do Vaticano, 15 Fev. (EFE).- O papa Bento XVI incentivou hoje os fiéis, em seu discurso prévio à oração do Angelus dominical, a confessarem seus pecados, porque, caso contrário, ocorre “a morte da alma” . (Leia mais)
(in Diário Ateísta).

Este rapaz não consegue parar de me surpreender. Pela positiva, entenda-se. Eu sei que ele se esforça, mas não consegue. Surpreende-me, pronto.
Eu sempre estive convencido de que a alma era imortal. Aliás, só assim se compreende que quando alguém morre “em pecado”, seja lá isso o que for, a respectiva
alma vá malhar com os ossos no inferno. Isto, claro, na hipótese, meramente académica e completamente absurda, de a alma (seja lá isso o que for, também) ter ossos.
Ora, eu sou pecador. Ponto final. Não me confesso, porque não reconheço, a um gajo que não conheço de lado nenhum, o direito de partilhar os meus segredos mais pecaminosos. Que são os melhores, e o rapaz podia deixar-se cair em tentação. Portanto, e na opinião do Joseph Ratzinger, por alcunha “O Papa” ou “O Bento 16”, a minha alma vai morrer. O que me dá uma certa alegria, porque estou safo de ir para o inferno. A alma morre e os mortos não vão para lado nenhum.

Claro que também me dá um problema: se eu morro e a alma também, vão ser precisos dois caixões… Os meus amigos dizem que eu tenho uma alma muito grande. Não deve caber no caixão, juntamente comigo…

O PADRE MÁRIO E O NATAL

Não vou dizer-lhes quem é o Padre Mário, também conhecido por Padre Mário da Lixa. Ele é sobejamente conhecido, por razões muito do desagrado da poderosa Igreja Católica. Basta dizer que não é vulgar um padre ser preso pela ex-PIDE/DGS. É extensa a bibliografia deste sacerdote afastado (naturalmente…) das suas funções eclesiásticas. Aliás, uma “espreitadela” à lista de livros publicados dá-nos, a partir ds títulos, uma ideia do que terá levado a ICAR a afastar este Homem das suas fileiras. Não adianto mais. Não me apetece fazer concorrência ao “Google”. Procurem por “padre mário da lixa”.
Por razões que não são para aqui chamadas, de vez em quando recebo notícias do bom Padre Mário. E uma delas chamou-me a atenção. Dizia:

Companheiras /Companheiros

1. Imaginem o que me aconteceu. Num dia, foi a impressora que deu o berro. No dia seguinte, foi o portátil. e, depois, do novo Ano.Para cúmulo, era o tempo das festas do Solstício de Inverno e, depois, do novo Ano. Com os consequentes feriados e “pontes”.

Ora, o que me chamou a atenção foi, precisamente, a frase “Para cúmulo, era o tempo das festas do Solstício de Inverno…”. Esta agora!!! Um padre a falar em “Festas do Solstício? Não era suposto falar em Natal, e tal? Vai daí, escrevi-lhe.

Pois.

Assim:

Caro Padre Mário:

Ao ler a sua mensagem, não pude deixar de ficar algo surpreendido com o facto de se referir (e bem, digo eu) às festas do Solstício. Julgo que, como Padre, e apesar da sua “situação”, teria mais lógica a referência ao Natal.

Pode elucidar-me?

A resposta não tardou. Ei-la:

Meu caro José Moreira

Não há nada como ler o meu DIÁRIO ABERTO. De Dezembro 2008. E de Janeiro 2009.

Aproveito, e reencaminho a mensagem que enviei por ocasião da data a que chama de natal. E natal seria, mas do Sol, o Deus-Sol. Se o Sol fosse Deus. E nascesse todos os anos. Felizmente, em 2009, sabemos que nem é uma coisa, nem outra. É uma estrela, por sinal, bem preciosa, já que sem ela não haveria vida neste nosso Planeta.

Pelo que me decidi (e nem sequer hesitei) a consultar o Diário Aberto de 16 de Dezembro de 2008, como me era aconselhado um pouco antes. Que transcrevo na íntegra, depois de devidamente autorizado, já que nos ajuda a perceber melhor o pensamento deste Homem, simples mas de corpo inteiro e coluna vertebral erecta, e as razões por que se tornou tão incómodo para a Igreja Católica.


2008 DEZEMBRO 12

Não houvesse o solstício de inverno, nem, consequentemente, o aparente natal ou nascimento do Sol; não tivessem muitos povos antigos confundido a estrela Sol com um deus, o maior dos deuses, no seu assustado entender; não estivesse tão difundida e tão generalizada no Império romano, inclusive, entre as suas tropas e as suas principais elites, a festa do natal do deus Sol (era uma espécie de festa de S. João do Porto, só que em Dezembro, e muito mais duradoura, arrebatadora e mobilizadora das populações que a festa de S. João no Porto); não tivesse o imperador Constantino (início do século IV) aderido publicamente ao culto do deus Sol Invictus e, com isso, proclamado urbi et orbi a festa do seu natal; não tivesse o mesmo imperador simulado uma conversão ao cristianismo, para, desse modo, ter, sob o seu total controlo e ao seu incondicional serviço imperial, os bispos da Igreja e a própria Igreja que, por essa altura, já começavam, sobretudo, os bispos, a constituir uma ameaça para as ambições imperialistas dele, e hoje – garanto-lhes – não haveria nem esta Igreja católica romana que temos (haveria Igreja, sim, a de Jesus, não esta igreja católica romana que temos), nem haveria este simulacro de advento todos os anos, nem, consequentemente, este simulacro de natal do menino-jesus, todos os anos. O Sol não tem culpa de, em tempos passados, muitos povos, o terem olhado e adorado como um deus, o mais importante dos deuses do respectivo panteão, mas não fosse ele, aparentemente, “nascer” todos os anos em finais de Dezembro, e o Ocidente teria seguido outro rumo, certamente, muito mais humano e jesuânico, e não este rumo religioso/idolátrico que seguiu e em que continua confrangedoramente caído. Hoje, já ninguém pensa no Sol como um deus e também já quase ninguém pensa no menino-jesus que, oficialmente, o substituiu. Mas a verdade é que a festa do natal continua aí invicta, sem que os povos se atrevam a acabar com ela. E sabem porquê? Porque, entretanto, embora o Império romano tenha acabado, não acabou o Império. Outros se lhe sucederam, com destaque maior para a Cristandade Ocidental, também ela hoje, felizmente, em declínio. Domina-nos hoje, século XXI, o mais perverso, o mais mentiroso, o mais assassino de todos os impérios. E nem sequer é territorial, quando muito, se quisermos continuar a falar de território, teremos de dizer que é global. É o Império do Dinheiro, o do Mercado Total. Está presente e activo em toda a parte, inclusive – e isso é o pior de tudo – até na mente (demente) das pessoas e dos povos. Desse modo, consegue enganar-nos, ludibriar-nos a todas, todos, Igrejas incluídas, a católica e as outras. Fossem as Igrejas do século XXI prosseguidoras das mais antigas comunidades de Jesus, precisamente, aquelas entre as quais nasceu o Evangelho de Marcos, escrito por volta de 42-44, portanto, cerca de 12-14 anos após a sua Morte Crucificada pelo Império de Roma, e nunca, nestes dois mil anos de História, teriam elas alguma vez começado a celebrar o natal do menino-jesus Porque o Evangelho de Marcos nunca fala do nascimento de Jesus. Isso foi coisa que nunca importou às pequenas Comunidades jesuânicas que o escreveram. A única coisa que lhes importou, e muito, foi, é a vida militante de Jesus, a sua intervenção na História, para a mudar de raiz, desde os fundamentos, a começar pelas mentes e pelas consciências das pessoas e dos povos que sempre criam instituições e sistemas que, logo sacralizam / divinizam / absolutizam e, inevitavelmente, as escravizam. O que lhes importou, e muito, foram, são as práticas económicas e políticas maiêuticas de Jesus. E também os martiriais e lúcidos duelos teológicos que ele travou com todos os do Templo – os sacerdotes, os chefes das Sinagogas, os fariseus, os teólogos oficiais ou doutores da Lei de Moisés, e também com os grandes ricos do Sinédrio, então, presidido pelo sumo-sacerdote Caifás, que eram capazes de tirar o último cêntimo à viúva pobre, só para garantirem cada vez mais forte o Tesouro do Templo (era o Banco principal do país) e toda a sua perversa influência religioso-ideológica. Tanto assim, que o testemunho escrito que nos deixaram sobre Jesus inicia-se, na idade adulta, quando ele decide deixar Nazaré, onde se havia criado, como o filho de Maria (provavelmente, mãe solteira) e como o carpinteiro, para se fazer discípulo de João, o que baptizava no Jordão, conhecido por isso, como o Baptista. O Evangelho de Marcos é por aí que se inicia e conclui, de forma surpreendente, com a notícia de que o túmulo onde depositaram o seu cadáver, depois de retirado da Cruz do Império, foi encontrado vazio por um grupo de mulheres, suas discípulas desde a Galileia até ao Calvário. Foi para que prosseguíssemos estas mesmas práticas maiêuticas e estes mesmos duelos teológicos de Jesus que as primeiras Comunidades de discípulas e de discípulos, escreveram o Evangelho de Marcos. Porém, dois mil anos depois, ainda mal começamos a fazê-lo. Metemo-nos depressa, logo na geração seguinte à de Marcos, outra vez no Templo, até ele ser destruído no ano 70. Metemo-nos a seguir a Lei de Moisés. Metemo-nos a fazer ritos religiosos. Acabamos por adoptar os cultos idolátricos do Paganismo do Império. Nunca mais quisemos saber das práticas económicas e políticas maiêuticas de Jesus, menos ainda, dos seus martiriais duelos teológicos. Aliamo-nos até com o Império de Roma, o mesmo que havia crucificado Jesus. Tornamo-nos Igreja do Império, a Religião oficial do Império que havia crucificado Jesus! Exactamente, o seu braço direito. E, quando o Império romano acabou, tornamo-nos Cristandade Ocidental, que é outra forma de Império, porventura, a mais perversa, porque domina, controla, aterroriza, condena as consciências das populações e dos povos. Nisto ainda estamos, hoje, neste início do século XXI. Com um numerosíssimo exército de funcionários do Religioso, sem nos apercebermos que tudo isso é pura Idolatria, mais veneno mental do que saúde, mais Treva do que Lucidez, mais Medo do que Liberdade, só Religião, nenhuma Política. Cada domingo, juntamos milhões e milhões pessoas de todo o mundo nos templos paroquiais e nas catedrais, mas para lhes darmos veneno, ritos, mentira, infantilidades. Por exemplo, neste próximo domingo, dito 3.º do Advento – advento de quem? De Jesus não é, porque ele garantiu que está connosco todos os dias até chegarmos à plenitude do Humano (cf. Mateus, último versículo do Evangelho) – vamos entreter as pessoas com uns extractos do Evangelho de João, conseguido à custa de um malabarismo indecente que mistura dois versículos do Prólogo desse Evangelho com mais uns quantos versículos do primeiro capítulo (cf. João 1, 6-88. 19-28).Os versículos em causa referem-se, no contexto, a Jesus adulto que estava para iniciar o seu subversivo e conspirativo ministério político ao serviço do Reino / Reinado de Deus contra o Templo e contra o Império romano; mas vão ser mentirosamente apresentados no rito da missa, como se estivessem a anunciar a chegada, o nascimento de Jesus! Somos assim. Simuladores. Malabaristas. Sem emenda. Uma Mentira pegada, institucionalizada. E, depois, ainda achamos, na nossa presunção eclesiástica, que somos os maiores em comportamentos morais e éticos, exemplo dos povos, a reserva moral da Sociedade! Deixem-me chorar! Será que ainda há saída para tanta mentira institucionalizada, para tanta Idolatria, para tanto anti-Evangelho de Jesus? Ainda há lugar para Jesus, o do Evangelho de Marcos? Há! Digo mais. A História está madura como nunca esteve para Jesus e o seu Projecto do Reino / Reinado de Deus Criador de filhas e de filhos, irmãs e irmãos entre si. Assim haja mulheres e homens, como as pequeninas Comunidades do princípio, da primeira geração após a sua Morte Crucificada, que se atrevam a prosseguir hoje e aqui, as suas mesmas práticas económicas e políticas maiêuticas, bem como os seus lúcidos e martiriais duelos teológicos. Poderão perder tudo, até a vida – o bom nome perdem-no sempre! – mas serão como ele sementes de um Mundo plenamente Humano, em contínua edificação na História. O objectivo destas pequeninas Comunidades de Jesus século XXI só pode ser o mesmo de Jesus, a quem crucificaram: derrubar o Império e o seu Templo. Hoje, o Império do Dinheiro e do Mercado Total; e o Templo ou o Religioso, todo o Templo, todo o Religioso que lhe serve de braço direito. Derrubar também o Poder Político, que lhe serve de braço esquerdo. Mas não só. É preciso, imperioso e urgente regressarmos à Política, que é o outro nome de Deus, o de Jesus. Não à política dos papagaios parlamentares e outros que tais, mas às Práticas Políticas Maiêuticas, as de Jesus, agora ao modo do século XXI. Só com o derrube do Império e dos seus dois braços, o direito e o esquerdo, é que também acabaremos com a mentira do natal. Ficaremos nós, simplesmente nós, os seres humanos e os povos, com Deus-Vento-Sopro-Espírito mais íntimo a nós do que nós próprios. Seres humanos e povos adultos, em estado de maioridade. A viverem todos os dias como meninas, como meninos. A tarefa é ingente, ciclópica. Mais uma razão para começarmos já!

A SAUDADE É TÃO TRISTE…

Com um agradecimento ao Stefano, transcrevo parte de uma entrevista à “Agência Eccesia”:

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=65017&seccaoid=6&tipoid=31
AE – Nessa localidade de vidreiros onde o sindicalismo estava implantado, Monsenhor Luciano Guerra saiu dos parâmetros daqueles que acusavam a Igreja de estar colada à ditadura?

LG – Não saí… Até admirava Salazar porque o meu pai também o admirava e com razão. O meu velho pároco também o admirava devido aos melhoramentos das estradas e outras coisas.

AE – E a questão da liberdade…

LG – A liberdade é para os intelectuais e para aqueles que tinham aspirações de governar. O povo só sentiu a miséria antes de Salazar e o progresso depois de Salazar. No entanto demorou tempo demais. Ele levantou Portugal de uma miséria muito grande e as pessoas tinham medo de voltar a essa miséria. O 25 de Abril veio, mas por muito heróis que tenham sido os nossos militares eles revoltaram-se por razões salariais e não por razões políticas. Simplesmente, o fruto estava maduro.

AE – No entanto, a hierarquia da Igreja teve membros que não pactuavam com esta forma de governar?

LG – Esses vieram mais cedo porque, talvez, não tivessem comungado com o povo. Não compreenderam a situação. Não é uma questão de liberdade porque o Salazar veio libertar muita gente.

AE – E a guerra colonial?

LG – Salazar concebeu a possibilidade de uma unidade entre nós e as províncias ultramarinas. Errou… O seu isolamento não o deixou perceber a realidade exterior. Faltou-lhe viajar. No entanto, também achamos que Mouzinho de Albuquerque foi um herói e ele defendia o colonialismo.

Afinal, eles ainda “andem” aí…

UMA NOVA RELIGIÃO?


Segundo o jornal electrónico “Tudo Rondonia” (www.tudorondonia.com), algumas mulheres ameaçam abandonar a Igreja Católica se esta não lhes reconhecer igualdade, relativamente aos homens.


Tudo bem. É uma atitude bonita. Esquecem-se, as “ teólogas feministas (da Espanha)” de que já assim era antes de qualquer uma delas ter nascido, e mesmo antes de alguém ter decidido que elas iriam ser católicas.
Pois é. É esse o problema. A posição das mulheres “teólogas feministas” é contraditória. Problema delas, que se meteram na aventura. Desde sempre, e até prova em contrário, Deus é macho. De uma ponta a outra da Bíblia é legível que os machos é que geraram, sendo que as fêmeas… nem se sabe bem qual o papel delas, para além de copularem com o pai, serem transformadas em estátuas de sal ou darem o “fruto proibido” a comer aos homens. Já era assim antes de as “teólogas feministas” (que raio de contradição) quererem inventar uma nova religião. Quanto a isso, tudo bem, que há lugar para todos. Mas… a mãe, a filha…? A espírita santa???? A “bispa”? A “cardeala”? A “mama” em vez de “papa”? Pois.. não é “mama”, é papisa. Foi a filha que foi crucificada? Ainda não perceberam que vão ter de reinventar tudo? E a trabalheira que isso vai dar? Uma bíblia novinha em folha, pois claro.A começar pelo Génesis, obviamente.
Valha-me a pilinha do menino-Jesus, que é benta…