Archive for the ‘CIÊNCIA’ Category

DEUS E A EVOLUÇÃO

Segundo a «NBC» o Cardeal William Levada, o actual Inquisidor-Mor, que é como quem diz o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé» afirmou do alto da sua autoridade eclesiástica que embora acredite na Evolução, em última análise não Deixa de ser Deus o criador de todas as coisas. (In “Diário Ateísta”)

Comentário:

Posso dizer com toda a franqueza que esta atitude da ICAR não me espanta, por esperada. Na verdade, ao longo dos séculos, a ICAR (e congéneres) tem vindo a proclamar as “suas” verdades mas, quando acossada por factos indesmentíveis, acaba por aceder. No entanto e nos “finalmentes”, coloca sempre Deus em acção. Ou o Demónio, conforme dá jeito. Newton descobriu a lei da gravidade? Sem dúvida, mas não esqueçamos que a gravidade foi criação divina. A gravidade e a gravidez, não esqueçamos. O casal Curie descobriu o rádio? Inegável, mas foi Deus que inventou essa coisa. E por aí fora. Por isso, depois de, durante este tempo todo, terem negado a Evolução, acabam por admití-la. Mas, não esqueçamos: a Evolução existe, mas é obra de Deus.
Porra, que não há pachorra!!!

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OBRA DE DEUS, OU OBRA DA CIÊNCIA?


Será desta vez que o imponente mas cada vez mais decrépito “edifício religioso” começa a desmoronar-se? É que pelas igrejas, e nas cerimónias de casamento, os padres ainda vão exortando os casais a aceitar “das mãos de Deus os filhos que ele (Deus) se dignar conceder”. O que pressupõe, julgo eu, que não sou bom em língua portuguesa, a aceitação dos filhos como Jeová entender. Aliás, parece ser isso que se depreende das palavras vaticanícias, que condenam o aborto mesmo que o feto seja deficiente.
Pois é. Mas as pessoas devem, já é tempo disso, começar a perguntar: “Os filhos que Deus me conceder e como conceder, ou os filhos que eu quiser e como eu quiser?” É que a ciência não pára, para o bem da humanidade e para desespero das hostes sotainadas. Ainda não há muito tempo, quando de falou na possibilidade que adiante aponto – agora não como possibilidade mas como um facto consumado – o Papa Ratzinger, por alcunha “O Bento 16”, espumejava: “Não se intrometa o homem na obra de Deus”. Claro que não, “seu” Joseph. O homem só intervém na obra da ciência. Na obra de Deus intervém vossa santidade, seja lá isso o que for, mai-los seus apaniguados. E por muito que lhes custe, por muito que vociferem, por muito que arrepelem os cabelos, a ciência obteve mais uma vitória. Já começa a ser possível evitar certas doenças futuras, muito tempo antes de a criança nascer.
É um pequeno passo? Não!!! É um enorme passo, um passo de gigante. A partir daqui, a erradicação de certas doenças, principalmente as de etiologia genética, deixa de ser uma utopia. Só tenho medo de não conseguir ver a redução drástica de muitos casos de cancro, por exemplo, ou de outras doenças de carácter hereditário.
Não faz mal. Já cá deixei quem possa ver isso por mim.

FELIZ SOLSTÍCIO

O solstício de inverno acontece neste exacto momento, às 12 horas e 4 minutos.

É o instante em que a ponta norte do eixo de rotação da Terra se encontra inclinada 23º44′ para fora da órbita da Terra (ver o lado direito da imagem de baixo). No solstício de verão, a ponta norte do eixo de rotação da Terra encontra-se inclinada para dentro da órbita da Terra (ver o lado esquerdo da imagem de baixo).

O sinal mais evidente do solstício é a menor duração do dia no hemisfério norte (e a menor duração da noite no hemisfério sul). Outra evidência é a menor altura a que o sol «sobe», no mesmo hemisfério, relativamente à linha do horizonte (durante o seu «movimento» diário).

O dia mais curto do ano e a noite mais longa do ano marcam o início de um novo ciclo, com dias que se alongarão sucessivamente durante os próximos seis meses, até ao solstício de verão, quando o sol estará no seu máximo de altura no horizonte.

Bom ano!

(in Diário Ateísta)

O VATICANO CONTRA A CIÊNCIA, UM ERRO SECULAR

Publicado em 13/12/2008 pelo(a) wiki repórter luferom, Brasília-DF

Vaticano: séculos de erros. – Foto: web

O Vaticano, que até hoje não se conforma que a Terra gire em torno do Sol e não o contrário, continua inimigo da ciência e sonha com o retorno ao obscurantismo da Idade Média, em que o ser humano só tinha duas opções: ser cristão ou arder na fogueira.

Que fazer? Séculos e séculos mostraram que os católicos sempre erraram ao investir contra o progresso científico, mas eles insistem em não aprender a lição. Prova disso é essa “jóia” lançada pela Santa Sé no dia 12 deste mês, um documento sob o título em latim (latim, outra excrescência) Dignitas Personae, em português, Dignidade da Pessoa. Como é fácil desvirturar o sentido das palavras!

Tal documento nada mais é que um index de procedimentos terapêuticos condenados pela Igreja. A lista é extensa. Ficam proibidas para os católicos a fertlização in vitro, a investigação com células estaminais embrionárias, pílulas do dia seguinte, clonagem reprodutiva ou com fins terapêuticos, diagnóstico genético pré-implantatório para evitar defeitos genéticos, criopreservação de embriões ou ovócitos para fertilização artificial, interferência no número de embriões implantados para prevenir gravidez múltipla, recurso à injecção intracitoplásmica de espermatozóides para ultrapassar problemas de fertilidade masculina, manipulação genética para qualquer forma que não seja tratamento médico.

À certa altura, o documento revela o real temor do Vaticano com esses procedimentos, ao afirmar que o homem não pode substituir o Criador. Bingo! Ato falho que qualquer psicanalista de botequim diagnostica: a cúpula da Igreja morre de medo que a ciência prove a mistificação da teoria creacionista e mande os chamados textos sagrados para o lixo da história.

Para alguns religiosos, a crença em Deus só subsiste enquanto ele for o que teólogos mais esclarecidos chamam de “deus das lacunas”. Ou seja, atribui-se a Deus tudo que a razão humana não pode explicar. No passado, o Sol e os trovões eram considerados deuses, hoje sabemos que um é uma estrela, os outros são fenômenos metereológicos. E cada vez mais as lacunas, aquilo que o ser humano não pode explicar, estão se estreitando, para desespero da corte papal.

A proibição da Igreja ao tratamento médico com céclulas-tronco, além de retrógrada, é inútil. Se o filho de um católico fervoroso for acometido de uma doença grave e um médico disser que poderá ser curado ao ser tratado com células-tronco, adivinhem qual será a decisão deste pai.

Quem acertar, ganha como prêmio uma viagem ao Vaticano, com direito a beijar a mão do papa.

HÁ DIAS ASSIM…

Foi hoje. Entrei na farmácia, e a empregada congratulou-se (e eu até sei que estava a ser sincera) pelo meu estado de saúde. O visível, entenda-se.
Já conheço a empregada há uns anos… Simpática, afável, tem sempre uma palavra amiga. Mas hoje desiludiu-me, a sério. Então não é que a senhora afirmou a pés juntos que me encontro melhor, “graças à nossa senhora” – seja lá isso o que for.
Em primeiro lugar é preciso muito cuidado quando se fazem determinadas afirmações. É assim que nascem os boatos. Ela não pode afirmar que foi a “nossa senhora”, pois tanto podia ter sido ela como outra santa ou santo qualquer – que o João Paulo 2 acrescentou uma caterva de santos aos que já existiam, e eles são mais que muitos. Depois, eu sei de fonte segura que, se me encontro melhor isso é graças aos médicos, enfermeiras e, sobretudo, às doses cavalares de quimioterapia e radioterapia. Além disso, parece ser pertinente perguntar: Onde estava a tal “nossa senhora” quando a doença se declarou? Na marmelada com o espírito santo?
Claro que também sei que se o tratamento não tivesse dado o resultado pretendido a culpa seria, fatalmente, dos médicos, “que não percebem a ponta-de-um-corno daquilo que andam a fazer”; mas como, aparentemente, tudo correu bem… foi a “nossa senhora”. E “isto” trabalha numa farmácia, onde lida com tudo o que é ciência e/ou produto dela.
Agora a sério, estou com um certo medo. Imaginem só esta cena: eu entro na farmácia para comprar aspirinas. A empregada atende-me, e recomenda: “Tomas uma a cada refeição; se, ao fim de uma semana, a gripe não tiver passado, rezas dois padre-nossos e cinco avé-marias…”

HÁ DIAS ASSIM…

Foi hoje. Entrei na farmácia, e a empregada congratulou-se (e eu até sei que estava a ser sincera) pelo meu estado de saúde. O visível, entenda-se.
Já conheço a empregada há uns anos… Simpática, afável, tem sempre uma palavra amiga. Mas hoje desiludiu-me, a sério. Então não é que a senhora afirmou a pés juntos que me encontro melhor, “graças à nossa senhora” – seja lá isso o que for.
Em primeiro lugar é preciso muito cuidado quando se fazem determinadas afirmações. É assim que nascem os boatos. Ela não pode afirmar que foi a “nossa senhora”, pois tanto podia ter sido ela como outra santa ou santo qualquer – que o João Paulo 2 acrescentou uma caterva de santos aos que já existiam, e eles são mais que muitos. Depois, eu sei de fonte segura que, se me encontro melhor isso é graças aos médicos, enfermeiras e, sobretudo, às doses cavalares de quimioterapia e radioterapia. Além disso, parece ser pertinente perguntar: Onde estava a tal “nossa senhora” quando a doença se declarou? Na marmelada com o espírito santo?
Claro que também sei que se o tratamento não tivesse dado o resultado pretendido a culpa seria, fatalmente, dos médicos, “que não percebem a ponta-de-um-corno daquilo que andam a fazer”; mas como, aparentemente, tudo correu bem… foi a “nossa senhora”. E “isto” trabalha numa farmácia, onde lida com tudo o que é ciência e/ou produto dela.
Agora a sério, estou com um certo medo. Imaginem só esta cena: eu entro na farmácia para comprar aspirinas. A empregada atende-me, e recomenda: “Tomas uma a cada refeição; se, ao fim de uma semana, a gripe não tiver passado, rezas dois padre-nossos e cinco avé-marias…”

NÃO DÁ PARA ENTENDER…

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem conseguido fazer um trabalho extraordinário em África, conseguindo através do método de vacinação quase erradicar algumas das doenças mais virulentas do globo. Vacinação é talvez um dos melhores feitos da humanidade: através da ciência conseguiu-se erradicar a Rubéola, uma doença que causou centenas de milhões de pessoas morrerem em agonia.

Assim, cada vez que alguém acusar a ciência de ser «fria» ou «sem alma», ou que precisa de um «sentido», principalmente por aqueles que pensam que as doenças são causadas por demónios, digam a essa pessoa para estar calada!

No entanto, não chega a estas pessoas a incrível falta de inteligência e de atenção. Ainda hoje há quem continue a combater este avanço civilizacional com dogmas religiosos.

No inicio do Sec. 21, o programa de vacinações da OMS estava muito perto de erradicar igualmente Polio. Esta doença paralisa permanentemente várias partes do corpo das pessoas que a contraem. No entanto, na Nigéria, os Mullahs islâmicos anunciaram que deus lhes tinha revelado que a vacina era «contra o Islão», e parte de um plano hediondo do Oeste para esterilizar crianças islâmicas. A população local, sem qualquer outra fonte de informação, e com décadas e décadas de submissão às «vontades de deus» deixaram de levar os filhos aos centros de vacinação. Resultado: Polio está de volta e pode ser que nunca se consiga erradicar de vez. No confronto entre razão e fanatismo, fanatismo ganhou, e como resultado, outros milhões irão ficar paralisadas e morrer.

Também na Europa sofremos destas imbecilidades. O Daily Mail na Inglaterra, pela mão da criacionista Melanie Philips, que, sem qualquer qualificação científica, resolveu montar uma «campanha jornalística» onde afirmava que a vacina para a Rubéola, Papeira e Sarampo causava autismo em crianças. Esta indicação não tinha qualquer base científica, e tinha sido baseada num estudo com 12 crianças que eram autistas e que tinham levado a injecção onde se apresentava a ideia que devia haver uma relação, enquanto num estudo na Finlândia com 1.8 milhões de crianças [!!!] mostrava que autismo é independente da vacinação.

Quando o Director do Medical Research Council Britanico, o Professor Colin Blakemore explicou que as vacinas são processos evolutivos, e que vacinas de 1918 não são iguais as de 2007, porque os vírus também evoluem e se adaptam, a Sra. Philips acusou-o de estar a «promover o Darwinismo» e que o ponto principal do Professor era de «desprezar o conceito de desenho inteligente, apresentando a ideia que a única coisa em jogo são as forças sem sentido da selecção natural».

Isto quer dizer que, pelas palavras desta atrasada mental, deus altera pessoalmente o vírus da gripe (por exemplo) para se assegurar que a humanidade tem de andar sempre a «correr atrás do estrago»?. Que tipo de deus sadista é este que estas pessoas tanto adoram?!

Texto inspirado neste artigo de opinião, e copiado do “Diário Ateísta“.