O ASSALTO

Os meios de comunicação social deram-nos conhecimento de um assalto que, em Portugal assume contornos inéditos: três viaturas, cinco assaltantes, assalto efectuado numa auto-estrada, fuga por uma saída de emergência.
A forma como o assalto foi efectuado revela um grande e minucioso planeamento. O plano só podia ter sido executado – como foi – graças à rotina. Claro que há outra hipótese, mas nem me atrevo a colocá-la…
Levantar o dinheiro à mesma hora em dias(s) certo(s), viajar pelo mesmo itinerário, são rotinas “amigas” dos assaltantes.
A rotina é uma das filhas da burocracia. A burocracia, por sua vez, tem origem no laxismo, no deixa-andar, no “os seguros pagam”, pelo que está tudo bem. É, economicamente, mais viável ser vítima de um assalto do que alterar comportamentos, já que isso arrastaria despesas.
Ninguém morreu. Mas se alguém, um dia, morrer, haverá, sempre, outro alguém a berrar que é um caso isolado, que Portugal é o segundo país mais seguro da Península Ibérica.

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