O "LIVRE ARBÍTRIO"

Quando confrontamos um crente com o facto de Deus permitir as maldades que todos os dias vemos no mundo, quando seria muito fácil a esse mesmo Deus permitir, apenas, o nascimento de homens bons, invariavelmente recebemos uma resposta deste género: “Deus não nos fez robôs; Deus deu-nos o livre arbítrio. Ou seja, e de acordo com o que os crentes entendem por livre arbítrio, Deus deu-nos a possibilidade de fazermos o que quisermos.
Nada mais falso. Porque o livre arbítrio pura e simplesmente não existe. Ou, pelo menos, não existe da forma como as religiões nos querem fazer crer.
Eu posso, hoje, decidir entre várias opções: ler um livro, ver um filme, ouvir música, ir ao cinema ou ao teatro… eu tenho o livre arbítrio para optar de acordo com o que mais
me convier, o que me der mais jeito, enfim, e como se diz correntemente, com o que me der na real gana. Mas, posta assim, a questão torna-se redutora, pois as nossas acções são muito mais abrangentes e não se limitam ao que acima se expõe. E é nessa abrangência que começam a aparecer as limitações ao livre arbítrio. Será que eu posso decidir livremente caminhar ao longo de uma linha de comboio sabendo que essa linha tem muito movimento? Se eu me quiser suicidar, a resposta é sim; mas se eu não estiver disposto a ir desta para melhor, então definitivamente a resposta é um rotundo NÃO. Logo, não tenho livre arbítrio.
Por outro lado, e porque grande parte das minhas acções interage com a sociedade em que estou integrado, devo submeter-me a leis, regulamentos, instruções, posturas camarárias – para já não falar do polícia que, com a delicadeza a depender da forma como acordou, me informa que o meu carro não pode estar ali estacionado.
Mas não é esse livre arbítrio que Deus nos deu – argumentará o crente. Deus deu-nos o livre arbítrio de o adorar, de fazer o bem, de cumprir os mandamentos, de… De quê? E o que acontece se não fizermos o que Deus quer? “Pois bem, seremos castigados” – responderá o nosso imaginário (mas não muito) crente.
Então, onde está o livre arbítrio?

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4 responses to this post.

  1. Triste Zé Moreira!!Não passas de um intelectual de pacotilha, conhecendo-te há anos,sou testemunha da tua moral tortuosa.porque não falas dos polícias corruptos? ou não os há? isso molesta-te?e nas outras religiões? e noutras profissões?onde há um homem, seja em que profissão for, há sempre alguém que se deixe corromper, moral ou materialmente.Os teus comentários,fizeram que tivesse pena de te ter conhecido, afinal não passas de uma besta com dois cornos e pés de chibo. Quero ver confirmada a tua cobardia se não deixas este comentário à análise de quem o quiser ler.

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  2. Triste Zé Moreira!!Não passas de um intelectual de pacotilha, conhecendo-te há anos,sou testemunha da tua moral tortuosa.porque não falas dos polícias corruptos? ou não os há? isso molesta-te?e nas outras religiões? e noutras profissões?onde há um homem, seja em que profissão for, há sempre alguém que se deixe corromper, moral ou materialmente.Os teus comentários,fizeram que tivesse pena de te ter conhecido, afinal não passas de uma besta com dois cornos e pés de chibo. Quero ver confirmada a tua cobardia se não deixas este comentário à análise de quem o quiser ler.

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  3. Caro Abel: Por norma, não costumo responder aos comentários, pelo que você pode considerar-se um privilegiado. E se, no seu caso, abro uma excepção, é porque o seu comentário é, também ele, uma excepção, em termos de desconexão e desconchavo. Sei que, estúpido como você é, corro o risco, descendo ao seu nível, de você me ganhar em experiência… Mas é um risco que eu assumo. Na verdade, não me lembro de, no meu artigo, ter falado em corrupção, pelo que não sei a que propósito você fala no assunto. Fala-se de “Livre Arbítrio”, lembra-se? Só se compreende tal alusão no campo da confusão, o que pode significar grave perturbação mental ou, o que é pior, consumo de substâncias proibidas. Trate-se, enquanto é tempo.A confirmar essa sua confusão, está o facto de afirmar que me conhece há anos. Ora, na verdade, conheço um rapaz mais ou menos da minha idade, chamado Abel. Trata-se de uma pessoa de mente escorreita, ideias impolutas e carácter nobre. Naturalmente, o Abel que eu conheço não é o Abel para quem escrevo.Fazendo a análise em sentido contrário, e partindo do pressuposto de que, afinal, não nos conhecemos – o que, mais uma vez sustenta a hipótese de desmantelo na sua cabeça – conclui-se que você me confunde com outra pessoa: ou com seu pai, ou com o marido de sua mãe. Marido de sua mãe, não sou – como é fácil constatar; quanto a ser seu pai, é hipótese que não descarto, mas cuja confirmação depende do conhecimento de vários factores, a saber: a idade do Abel, o nome que a senhora sua mãe usava na profissão, que zonas ela frequentava, etc. Logo que saiba alguma coisa, por favor dê-me conhecimento, para ver se eu tenho de alterar o meu testamento.Finalmente, deixe-me dizer-lhe que os seus conceitos de valor andam algo esfarrapados: aferir a cobardia ou a valentia apenas pelo facto de publicar, ou não, o seu comentário, é deprimentemente patético. Confirma-se que você não é o Abel que eu conheço.Enfim, pode crer que a nossa conversa vai ficar por aqui. Cordialmente,José Moreira

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  4. Moreira:sobre a infeliz e miserável observação que fiz, sobre os teus escritos, venho de coração contrito, curvar-me perante ti, e, publicamente, pedir-te Perdão.A minha religiosidade, não me confere o direito de dizer o que disse.O meu comentário foi fruto de um precipitado juízo de valor, que não soube reprimir, e,desse modo, respeitar o ponto de vista diferente do meu.Não quero de modo algum branquear a minha infeliz atitude, mas tão somente que me possas perdoar.cordialmente;Abel.

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