"O NEGÓCIO DA FÉ"

Não sei se os leitores deste blogue são, também. leitores do “Jornal de Notícias”. Se não são, este artigo é novidade; se são… ler outra vez não faz mal. É sempre bom ver alguém que rema contra ventos e marés, que tem uma verdade para dizer.

Cá se, fazem…, Paulo Baldaia, Chefe de Redacção

O líder da Igreja Católica – cardeal Ratzinger, rebaptizado Papa Bento XVI – recebeu na sede do Império (Vaticano) os bispos portugueses e parece que lhes passou um raspanete. “Novo estilo”, “Nova mentalidade”, escreveram na primeira página vários jornais, dando conta das mudanças requeridas pelo chefe da multinacional católica para a sua filial portuguesa.

Livres de dogmas, olhando com respeito para a instituição Igreja, nada nos impede de perceber que o problema do Vaticano é que em Portugal – como de uma forma geral no mundo inteiro – há cada vez menos padres, menos seminaristas, menos baptizados e menos pessoas na missa. Ou seja, menos negócio.

Visto pelos olhos de um católico praticante, admito que este comentário soe a blasfémia, mas quem não tem uma fé cega no juízo dos homens que falam em nome de um Deus só pode concluir que o problema são os números.

A Bíblia está cheia de histórias em que o Criador abençoa homens com pouca fé mas muita prática do bem. E a história da Igreja de São Pedro tem muitos episódios de sinal contrário. O que preocupa o Vaticano é o declínio do negócio.

Ratzinger, a quem todos apontam um certo conservadorismo, parece acreditar que a solução passa por um regresso ao passado. Olhará para outras igrejas, e seitas, pensando que o seu relativo sucesso se deve a fundamentalismos.

Acontece que, em matéria de negócios, qualquer ‘spin doctor’ lhe poderá dizer que o que ele precisa é de adaptar-se ao presente e antecipar o futuro.

Para ‘salvar’ os filhos de Deus – sejam eles católicos, protestantes, judeus ou muçulmanos – não é preciso obrigá-los a ser religiosos. Basta que a religião os ajude a ser racionalmente mais solidários.

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One response to this post.

  1. A igreja soube adaptar-se ao longo dos tempos. Mas perante a situação actual adivinha-se uma tarefa mais difícil.
    Não nos esqueçamos que o nível médio escolar da sociedade subiu muito, o que por norma é inversamente proporcional ao número de fiéis activos.

    http://evilbrutalis.blogspot.com/2007/11/e-que-tal-comear-por-levar-cerveja-e-um.html

    Responder

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