PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA

«Cada órgão de soberania exerce a sua acção e os cristãos terão de se adaptar à realidade legislativa sem se socorrer daquilo que vai contra a dignidade humana», explicou D. Carlos Azevedo.

O documento que será publicado em breve vem «dar orientações aos cristãos do ponto de vista ético e moral», incentivando-os «a não recorrer a todas as liberdades que a lei permite», já que algumas «vão contra a dignidade humana». (Portugal Diário, 2006/07/11).

Este é um extracto de um documento da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) relativamente à Procriação Medicamente Assistida (PMA).

Registo, com agrado, a preocupação da CEP relativamente à “dignidade humana”; pena que não se tenha lembrado disso durante o “reinado” da “santa” Inquisição mas, enfim, ninguém é perfeito; provavelmente nem haveria CEP, mas também não estou para me preocupar com isso. Havia ICAR, e basta. Estou, no entanto, plenamente convencido de que os católicos, na defesa intransigente da “dignidade humana”, vão deixar de se ajoelhar diante de ídolos de pedra, madeira ou barro; vão deixar de rastejar pela “pista” de Fátima; vão deixar de dar a conhecer a homens como os outros os seus segredos mais íntimos (será que Deus precisa, mesmo, de intermediários?).

Já agora: ninguém – católico, judeu, islâmico, hinduísta, ateu, agnóstico, taoista, etc – é obrigado a recorrer à PMA

Faço, apenas,duas perguntas: de que tem medo a ICAR? O que são “liberdades que a lei permite”?

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