AH! POVO TRABALHADOR!!!

17 08 2008

Fui passar uns dias à Galiza. Nada de especial, a chuva normal do mês de Agosto, temperaturas a fazer saudades do inverno (bem mais quente, ultimamente).
Quis o acaso, entidade que, quando quer, não há nada a fazer, quer quer, ponto final, que travasse conhecimento com uma jovem portuguesa, que trabalha no bar do restaurante onde nos (eu a e minha mulher, que o respeitinho é muito lindo) abastecíamos de combustível para os respectivos esqueletos. A jovem conversava com outro português (vai-os havendo, por lá, por terras galegas) e o tema da conversa era o trabalho. Depreendemos que a jovem era emigrante (não era nada difícil chegar a tão brilhante conclusão) e a fasquia da escala da minha admiração começou a subir quando a jovem proclamou algo como “trabalho não falta, para quem quiser trabalhar. O que não há é emprego”.
De caminho metemos conversa, e a jovem acabou por dizer algo que colocou a minha admiração no seu máximo: “Entro às oito da manhã, saio às cinco da tarde. Volto a entrar às oito da noite, até à uma da manhã. Mas das cinco às oito (no intervalo para descanso, portanto) ainda vou fazer umas limpezas”.
Ah! Grande portuguesa! Ah! mulher d’um raio! É desta cepa que elas se fazem! Imaginem só o que seria se esta mulher trabalhasse assim, em Portugal. Mas em Portugal é impensável uma situação destas. Não que os patrões (alguns, entenda-se!) não quisessem; a trabalhadora é que não estava, de certeza, pelos ajustes. Patrão que tentasse, sequer, que a empregada trabalhasse uma hora mais, tinha as autoridades e a Intersindical à perna; ou pagava as horas a dobrar. Em Espanha, a jovem ocupa TRÊS postos de trabalho. Não tem dia de folga.
Por mil e duzentos euros por mês. Contou ela. Em Outubro, o restaurante fecha (a zona é balnear) para só reabrir lá para Maio do próximo ano.





DEUS NÃO QUIS…

10 08 2008


A paranóia religiosa e o obscurantismo não têm limites. Nem podem ter, já que estão intimamente ligados.
O “Jornal de Notícias” de hoje (2007/08/10) chama à primeira página, na sua edição impressa, uma reportagem acerca da violência doméstica, com o subtítulo “Deus não quis que eu morresse”. Remete o leitor para o interior do jornal.
A folhas tantas, uma tal “Margarida” (nome fictício) revela factos que já não deviam existir num país que se pretende civilizado. Agressões diárias e violentas, por parte do marido. Enfim, nada de especial, nada a que não estejamos habituados. Acaba por, até, nem ter as honras de notícia, embora esta se justifique por estarmos na chamada “silly season” ou, em português decente, estação parva,
Mas, a certa altura do deu depoimento, “Margarida” desabafa (julgo que em tom agradecido, mas isso sou eu a julgar):
“Tenho consciência de que se ele não me matou foi mesmo porque Deus não quis, porque o homem às vezes parecia o demónio em pessoa…”,
Vamos ler devagar, porque esta frase tem pano para mangas. “Deus não quis” q
ue o marido a matasse; mas não mexeu um dedo para evitar a dose diária de agressões. Teve poder para evitar a morte, mas não o usou para evitar as agressões. Ou seja, presume-se que “não quis” que a “Margarida” morresse, mas “quis” (por omissão) que o marido a agredisse diariamente. Pelo menos, permitiu. Isto porque Deus tinha conhecimento dos arraiais diários de pancada, a julgar pela expressão” se ele não me matou foi mesmo porque Deus não quis”.
No Alto Douro, mais concretamente na região de Vila Real, corre um ditado que diz Matar, só Deus e os de Abaças – mas com licença dos de Guiães. O que me leva a presumir que o marido não era de Abaças nem tinha pedido licença aos de Guiães. E Deus não quis deixar os créditos por mãos alheias. Tareia diária, vá lá… Matar??? Náááá! Só Ele e os de Abaças (mas com licença dos de Guiães, para que conste). Suponho, aliás, que Deus, na Sua infinita sabedoria, não quis contradizer as sábias palavras de um clérigo nosso conhecido (ver aqui).
Com deuses destes, para que serve o Demónio? Não seria melhor mandá-lo para o desemprego?





A LÍNGUA PORTUGUESA…

7 08 2008

Em verdade, em verdade vos digo: a língua portuguesa é coisa linda. Só quem se dedica a trabalhos de língua é capaz de apreciar as potencialidades da língua portuguesa.
Vejam que tanto de pode dizer “Sebastião José de Carvalho e Melo” como, mais simplesmente, se pode dizer “Marquês de Pombal”. O significado é, rigorosamente, o mesmo. Da mesma forma se pode dizer “dar com um pau na cabeça” ou “dar com um pau no meio dos cornos”. Frases diferentes, mas com a mesma acepção.
Pois bem. Este blogue – mais exactamente, o seu autor – descobriu dois novos portentos a criar frases diferentes com o mesmo significado: Moutinho, do Sporting, e Cristiano Ronaldo, do Manchester. Os dois conseguiram a fabulosa proeza de criar um significado diferente para a expressão “cláusula de rescisão”. A expressão que criaram é “de alma e coração”. Depois de, ingloriamente, terem tentado fazer pela vida – como as prostitutas, que também fazem pela vida – decidiram que estão “de alma e coração” com os respectivos clubes. De alma e coração, ou seja, por causa da cláusula de rescisão.
As prostitutas também estão “de alma e coração” com quem lhes paga. Só que não têm cláusula de rescisão. Rescindem quando acaba o serviço.





VAMOS POUPAR ÁGUA?

6 08 2008


Nos meus tempos de estudante – aí por alturas da então chamada 4ª Classe – aprendi a “história” do ciclo da água. Era assim: a água está na Terra, evapora-se, transforma-se em nuvens, condensa-se, cai sobre a Terra, evapora-se… enfim, um ciclo infinito. Contrário ao que acontece com, por exemplo, o petróleo que, como todos sabemos, um dia se irá esgotar.
Ora, então parece que aquele ciclo da água é infinito. Ou seja, a água que existe hoje é a mesma que existia quando a Terra se formou. Nem mais um litro, nem menos um mililitro.
Porém, e apesar disso, andam a querer que eu poupe água. Por acaso até poupo. Não porque ela faça falta aos vindouros, como querem convencer-me, mas porque “pesa” no contador e, por arrastamento, no orçamento doméstico. Só por isso. Porque ninguém vai conseguir convencer-me de que a água que eu gasto hoje vai fazer falta aos meus netos, bisnetos, trinetos, e por aí fora. Quanto mais não seja porque eu não deixo que me convençam. Se me falarem em petróleo, fico calado. É evidente que o que eu gastar hoje não vai haver amanhã. Mas a água…? A água que eu beber hoje hei-de deitá-la fora, ela irá ser purificada pela evaporação e regressará à Terra, tão certo como haver amanhã.
Estão a dizer-me, ao ouvido, que a água que está a faltar é a água potável… Não percebo. A água que cai das nuvens é potável!! Ela continuará a ser potável, a menos que alguém a torne imprópria para consumo. Ora, tanto quanto sei, isso é crime. Então, punam-se exemplarmente os prevaricadores. Não com multas simbólicas, mas de maneira a que deixe de ser compensador poluir a água!
Estão a dizer-me ao ouvido que é economicamente mais viável encarecer a água, com a desculpa de que há pouca… Por causa de alguns interesses instalados, dizem… Que esta coisa de ETAR é muito cara, dizem…
Está bem.
Vou começar a poupar água.

– PS: Estou disponível para aceitar argumentos que contrariem o que exponho, e que me convençam de que estou enganado.
Mas garanto que não vai ser tarefa fácil.





BOAS NOTÍCIAS…?

6 08 2008

De vez em quando sabe bem ter conhecimento de boas notícias. Só que, tal como tudo na vida, também as boas notícias são relativas, isto é: podem ser boas notícias para uns, mas nem por isso para outros.
Vamos a factos: a comunicação social tem vindo, através dos seus meios, a dar conhecimento das sucessivas baixas dos preços do crude. Ora, em teoria, isto devia ser uma boa notícia para toda a gente, já que os preços do crude arrastam todos os outros preços. Assim, a boa notícia seria que, atrás do crude, iriam baixar os preços do pão, de todos os bens essenciais cujos preços subiram com o preço do crude, dos transportes, das viagens aéreas (a TAP vai voltar, novamente, a ter lucro, não vai haver despedimentos), enfim, etc.
Mas a prática vai mostrar-nos que estamos em Portugal, país habitado, maioritariamente, por portugueses. E que os preços se vão manter, para gáudio dos espertos do costume. Vai ser mais uma oportunidade para alguns encherem (mais) os bolsos, enquanto a maioria continua a apertar o cinto.
Estarei enganado?





O NORTE – por Miguel Esteves Cardoso

5 07 2008

O texto que se segue foi-me enviado, via correio electrónico, por um amigo. O Pereira. Por norma, a gente lê e reenvia – ou repassa, como dizem os brasileiros. Mas este texto é especial. Para mim, que sou do Norte (e, certamente, para todos os nortenhos). Não quero arriscar-me a que este delicioso naco de prosa seja eliminado numa qualquer – e necessária – limpeza de caixa de correio. Não. Esta delícia tem de permanecer. Tem de continuar a existir. Por isso o transcrevo para o meu/nosso blogue. Para que fique.
Obrigado, Pereira.
Obrigado, Miguel Esteves Cardoso.

Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul – falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve – falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela >entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico – cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o ‘O Norte’. Defendem o ‘Norte’ em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular – o nome da sua terrinha – para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer ‘Portugal’ e ‘Portugueses’. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como ‘Norte’. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?’





SAI MAIS UM…

3 07 2008



A hora é de alegria! Rejubilemos e cantemos hossanas.
Em breve, muito em breve, o católico país que é Portugal, disporá de mais um santo. Aumenta a concorrência, e quem lucra é, naturalmente, o consumidor. Milagres mais baratos e com garantia, velas mais pequenas, dízimos com desconto. Provavelmente, a edição de um cartão-milagre. A água-benta será bi-destilada e com o aval da ASAE.
Abaixo os monopólios, viva a sã concorrência. Prevê-se a extinção de alguns joelhómetros, que serão substituídos por hipódromos – o Nuno Álvares era cavaleiro…
Saiba tudo AQUI.





A EDP E OS CALOTEIROS – A RESPOSTA DA DECO

26 06 2008

Há dias, a propósito da iluminada atitude da EDP, que pretende que os cumpridores paguem pelos relapsos, escrevi um artigo neste mesmo blogue. Momentos antes, tinha enviado uma mensagem à DECO acerca desse mesmo assunto. Eis a resposta que aquela Associação me enviou, hoje mesmo:

Exmo. Senhor

Acusamos a recepção do seu contacto via e-mail, o mesmo mereceu toda a nossa melhor atenção.

No que respeita ao seu conteúdo, começamos por informar que a questão que, cordialmente, nos coloca, foi apenas sugerida pela própria EDP mas não se encontra em vigor.

No entanto, tendo consciência da “gravidade” desta proposta, confirmamos que o nosso serviço de informação encontra-se atento a eventuais desenvolvimentos ou “avanços” que a empresa monopolísta tente manifestar!

Estamos perante uma matéria que, a ser confirmada em texto de lei, iria atingir a maioria dos consumidores e, mais grave ainda, iria prejudicar os consumidores que, regularmente, pagam todas as suas facturas respeitantes a este serviço público essencial.

Quanto à nossa consideração sobre este assunto e, por enquanto, apenas podemos afirmar que, tendo em conta os princípios gerais de direito, no que respeita ao cumprimento das obrigações, não nos faz qualquer sentido que os consumidores que tenham todas as suas facturas regularizadas suportem, igualmente, uma quota parte da dívida global respeitante aos consumidores que, por alguma razão, não se encontram com estes mesmos pagamentos regularizados!

Agradecemos a sua chamada de atenção para esta matéria actual e que tanto preocupa os consumidores portugueses.

Da nossa parte, podemos afirmar que iremos tomar uma posição sobre o assunto e duvulgaremos a mesma, caso a EDP pretenda concretizar esta mesma “ameaça”!

Aproveitamos este contacto para apresentarmos toda a nossa disponibilidade quanto a eventuais futuras solicitações que nos pretenda dirigir.

Com os melhores cumprimentos.

O Serviço de informação
Deco / Proteste





GALILEU QUESTIONOU A EUCARISTIA?

16 06 2008

Devida e vergonhosamente copiado do ateusbr.blogspot.com, aqui vai este interessantíssimo texto. Realmente, há coisas que é preciso saber…

Galileu simboliza a sabedoria cientifica, perseguida pelo fanatismo, o obscurantismo e a intolerância para com os cientistas.

Pois Galileu é o exemplo clássico do mártir que por ameaçar os interesses da Igreja, foi impedido de divulgar seus conhecimentos.

Mas que mesmo assim, teve coragem de se opor à fantasiosa infalibilidade dos dogmas.


Embora Galileu tenha descoberto que, Júpiter tem satélites que giram ao seu redor.

Tenha contestado que, a Terra é imóvel.

Tenha provado que, a Terra não é o centro do Universo.

Tenha mostrado que, os astros não estão confinados dentro de alguma esfera de cristal, que se encontraria a uma distancia fixa da Terra… Mas sim, povoam toda a vastidão do espaço.

Tenha ridicularizado a versão de que, os corpos celestes foram criados para o deleite dos humanos.

Tenha mostrado que, a Lua não é lisa e não tem luz própria.


E em 1628, com a ajuda dos eclipses, através do livro “Diálogo”, tenha defendido a teoria do polonês Nicolau Copérnico, que em 1543, após vários cálculos e observações, publicara o polemico livro “A Evolução das Esferas Celestes”, propondo que, o Sol é que é imóvel e não a Terra…

E alegado que, o Sol é que é o centro do nosso Sistema Solar…


O historiador italiano Pietro Redonti, com base em um documento existente no “Santo Ofício de Roma, remontou a história do julgamento de Galileu, ocorrido no século XVII, e provou que, o Galileu não foi condenado pelo atrevimento de defender abertamente a teoria onde o Nicolau Copérnico afirma que, é a Terra que gira em torno do Sol…

Um fato que na época era difícil de ser provado.

E que estava fora do alcance das massas.

Mas sim, por ter publicado diversos textos em italiano, a língua do povo, e não em latim, a língua destinada aos sábios.

O que tornou seus ensinamentos acessíveis a todos e uma ameaça à autoridade de Roma.

E principalmente por Galileu defender a idéia de John Wiclef (1324-1384), que negava a alquimia da Transubstanciação.


Apesar de João Huss já ter sido assassinado na fogueira, (em nome de Jesus), por defender que a Hóstia não substitui a Ceia do Senhor…

Galileu tendo compreendido que os átomos são imutáveis.

Negou o dogma da Eucaristia, onde o Pão e o Vinho, supostamente se transformariam no Corpo e no Sangue de Jesus.

E teve a coragem e a ousadia de contestar a versão de que, a Eucaristia (inventada em 831 e tornada dogma em 1215), possa transformar a Hóstia (um simples pão sem fermento), na carne e no sangue de Jesus.


Para provar que a Igreja Católica foi covarde, intolerante, fanática, não respeitou as opiniões contrarias.

E forçou Galileu negar suas convicções, apresentamos em anexo um trecho da “Confissão” que Galileu em 1633, foi coagido escrever, (sob ameaças de terríveis castigos), por ter tido a coragem e o atrevimento de revelar suas descobertas, assim como, ter tido a convicção de que a Terra gira em torno do Sol.


Eu, Galileu Galilei, tendo sido trazido pessoalmente ao julgamento e ajoelhando-me diante de vós, eminentíssimo e reverendíssimo Cardeais, inquisidores gerais da comunidade cristã universal contra a depravação herética; juro que sempre acreditei em cada artigo que a sagrada Igreja Católica, Apostólica de Roma, sustenta, ensina e prega.

E porque esse Sagrado Ofício ordenou-me que abandonasse completamente a falsa opinião, a qual sustenta que o Sol é o centro do mundo e imóvel, e proíbe abraçar, defender ou ensinar de qualquer modo a dita falsa doutrina. Com sinceridade abjuro, maldigo e detesto os ditos erros de heresia.


A fantasiosa transubstanciação


A palavra “Eucaristia” que significa “Ação de graças”, e que geralmente se associa com a “Transubstanciação”, é um dos sete sacramentos da Igreja católica, no qual, segundo a crença cristã, Jesus se acharia presente, com seu corpo, sangue, Alma e divindade, sob a aparência do pão e do vinho.


Pela teologia católica, a transubstanciação seria a alteração de substâncias, durante a Eucaristia e após a consagração dos elementos pão e vinho; onde o padre recita as palavras ditas por Jesus, “Isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”; pois “inexplicável” e milagrosamente, o pão se transformaria na Carne de Jesus e o vinho no seu sangue…


Mas embora a “Ceia do Senhor” tenha sido celebrada na sua forma original por mais de 1000 anos.

Em 1200, a Igreja católica (por conta própria e sem qualquer justificativa), substituiu a cerimônia do pão e a do vinho, pela da suposta “Hóstia sagrada”.


A deturpação em questão foi oficializada em 1215, durante o Concílio de Latrão em Roma, quando o Papa Inocêncio III, interpretando (como lhe seria mais agradável), as palavras figuradas de Jesus “Isto é meu corpo e isto é meu sangue”! Criou o dogma da transubstanciação.


Em 1415, no Concílio de Constança, o Papa João XXIII retirou o vinho das celebrações da Eucaristia, onde se fazia à cerimônia do sacrifício do corpo e do sangue de Jesus e as Igrejas passaram a servir aos fiéis somente as Hóstias.

Em 1551, apesar de ter sido preciso florear as explicações para explicar o por que do sacerdote dar apenas o pão ao fiel, o que é uma clara desobediência ao mandamento do mestre, pois Jesus foi taxativo ao dizer “BEBEI DELE TODOS “.

A ordem em questão não pode, mas ser cumprida pelos católicos.


O Concílio de Trento tendo aprovado o dogma da transubstanciação, tornou a Ceia do Senhor um ato obsoleto e quase esquecido.

Pois a partir desse Concílio, qualquer sacerdote católico, através da Eucaristia e num passe de mágica, passou a transformar o trigo e a água existente na Hóstia: na carne, no sangue, na Alma e na suposta divindade de Jesus; com a imensa vantagem de tudo caber dentro de um minúsculo recipiente.


Já que Jesus foi explícito ao dizer que: quem não bebe o seu sangue não tem parte com ele e não terá a vida eterna…

Explique por que os católicos desprezam essa grande advertência?

E correm o risco de não conseguir a “Vida eterna”.


A “Hóstia consagrada” seria a carne de Jesus?

Para embromar que a Hóstia consagrada seria o “corpo de Jesus”, a Igreja católica inventou a lenda de que. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viveram no Mosteiro de são Legoziano os monges de São Basílio.

E entre eles, um cuja fé parecia vacilante.

E que era perseguido pela dúvida de que a Hóstia consagrada fosse o corpo de Jesus e o vinho, o seu sangue…


Certa manhã, no que passou a ser conhecido como o “Milagre de Lanciano”.

O monge que celebrava a Santa Missa em rito Latino, (mesmo estando atormentado pela dúvida), após proferir as palavras da consagração, viu incrédulo, a Hóstia converter-se em carne e o vinho em sangue…


Para dar crédito à farsa do “Milagre de Lanciano”.

Primeiro a Igreja tentou criar uma confusão, alegando que o “milagre da Hóstia consagrada” não realizou-se cidade italiana de Lanciano, mas sim, num lugarejo chamado Cebreiro, que fica no “caminho de Santiago”.

Depois afirmou que a “relíquia” do milagre ainda estaria guardada na pequena capela lá existente, pois a relíquia seria um tesouro maior do que toda a riqueza do Vaticano.


E no dia 4 de março de 1971, a Igreja insistiu na versão de que, em novembro de 1970, a pedido dos frades menores conventuais, teria sido mandado fazer uma análise científica na Hóstia consagrada.

E que após meses de trabalhos, as análises da Hóstia consagrada, teriam revelado ao mundo os seguintes e “impressionantes resultados sobre a presença de Jesus na Eucaristia”.


Para espanto geral, e para o benefício de toda a humanidade, a Hóstia consagrada teria se transformado na carne. E o vinho consagrado se transformado no sangue de Jesus.

Todas as células e glóbulos do “sangue de Jesus” existente na Hóstia estavam vivos.

Além disso, tanto a carne como o sangue de Jesus, continuam frescos e incorruptos, como se eles tivessem sido recolhidos no presente momento, apesar de todos os séculos já transcorridos.

O sangue de Jesus existente na Hóstia consagrada encontra-se coagulado externamente em cinco partes; mas internamente o sangue continua líquido.

As porções coaguladas de sangue existente na Hóstia consagrada; têm tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

O sangue existente na Hóstia consagrada é do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

A carne existente na Hóstia consagrada, onde foram feitos as pesquisas, pertence ao miocárdio, que se encontra no coração, e o coração é o símbolo do amor!

Além da carne e o sangue da Hóstia consagrada, serem do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. Por coincidência, ambos são do mesmo tipo de sangue que foi encontrado no suposto Santo Sudário de Turim.


Se os átomos são imutáveis, como a Hóstia se transubstanciaria?


Além de ser um absurdo e uma heresia, que um simples Padre católico possa perdoar os “Pecados” dos que comungam. E permita que a Hóstia seja adorada.

O absurdo em questão não tem nenhum fundamento cientifico ou mesmo bíblico.

Pois o fato de Galileu ter esclarecido que os átomos são imutáveis.

Prova que a Eucaristia com Hóstia, (adotada pela Igreja católica), seria uma aberração, onde se ministra ao crente, apenas o pão.


Mas embora a “Eucaristia” seja aceita por bilhões de pessoas.

É seja de vital importância para a dogmática do catolicismo.

A “Hóstia sagrada”, que teve origem no paganismo, foi plagiada pela Igreja romana e entrou para a doutrina da Igreja brasileira. Não passaria de uma cópia da antiga festa pagã, onde a deusa Ceres era adorada como sendo a “descobridora do trigo”.


Se não bastasse que a Hóstia atual seja redonda e fabricada com trigo, na festa de Corpus Christi ainda é costume que o “Santíssimo Sacramento” seja levado às ruas em procissão, dentro de uma Patena de ouro, onde se representa o Sol.


Além de ser impossível conciliar a crença religiosa com a verdade e o saber cientifico.

Pois as religiões não acompanham o que vem ocorrendo no mundo e permanecem afastadas do progresso.


Para mostrar que a doutrina da Eucaristia transformou Jesus num simples biscoito feito de trigo, lembramos que a HÓSTIA tem o formato arredondado do Sol.

Que o Ostensório tem um desenho com raios solares.

E que a deusa Ceres era apresentada com uma espiga de trigo nas mãos.

Tendo o seu filho, o Deus Sol, se encarnado no trigo.





A EDP E OS CALOTEIROS

16 06 2008


Circula, por aí, o boato de que a EDP (Energias de Portugal) se prepara para cobrar aos consumidores pagantes e cumpridores, as dívidas feitas por consumidores não-pagantes, ou seja, relapsos (vulgo caloteiros). Só assim, suponho, a EDP conseguiria ultrapassar a asfixia financeira em que vive actualmente, precisamente por causa desses caloteiros. Segundo ouvi de passagem, trata-se de uma importância astronómica – cerca de 12 milhões de euros – que, a dividir por todos os consumidores cumpridores daria p’raí um euro a cada um. Nada que uma família abastada, como é o caso da esmagadora maioria das famílias portuguesas, não suporte.
A boa notícia é que, logo que as dívidas ditas incobráveis sejam liquidadas – pelos cumpridores, repito – ou seja, logo que a EDP tenha as contas equilibradas, passará a distribuir, pelos consumidores cumpridores, e como forma de prémio de lealdade, os seus parcos lucros. Pelo que me parece ser compensador este eurito que a gente vai pagar. Aliás, e como forma de diminuir o fosso existente entre ricos e pobres, parece que as distribuidoras de água, gás, telefones (fixos ou móveis) vão segu
ir o exemplo da EDP. Depois, é só dividir os lucros pelos consumidores que honram os seus compromissos. Pela parte que me diz respeito, já pedi catálogos de casas à venda, pois é desta que vou mudar de casa.
Só tenho medo é de que o Sr. Andrade, dono da mercearia onde me abasteço, siga o mesmo exemplo (tem o mesmo direito, acho eu). Não é por nada, é que, com os c
alotes que o homem tem (isto a julgar pela espessura do livro de calos), os lucros não devem ser grande coisa, e pouco me tocará quando chegar a altura da distribuição.