HÁ DIAS ASSIM…

28 12 2007

Foi hoje. Entrei na farmácia, e a empregada congratulou-se (e eu até sei que estava a ser sincera) pelo meu estado de saúde. O visível, entenda-se.
Já conheço a empregada há uns anos… Simpática, afável, tem sempre uma palavra amiga. Mas hoje desiludiu-me, a sério. Então não é que a senhora afirmou a pés juntos que me encontro melhor, “graças à nossa senhora” – seja lá isso o que for.
Em primeiro lugar é preciso muito cuidado quando se fazem determinadas afirmações. É assim que nascem os boatos. Ela não pode afirmar que foi a “nossa senhora”, pois tanto podia ter sido ela como outra santa ou santo qualquer – que o João Paulo 2 acrescentou uma caterva de santos aos que já existiam, e eles são mais que muitos. Depois, eu sei de fonte segura que, se me encontro melhor isso é graças aos médicos, enfermeiras e, sobretudo, às doses cavalares de quimioterapia e radioterapia. Além disso, parece ser pertinente perguntar: Onde estava a tal “nossa senhora” quando a doença se declarou? Na marmelada com o espírito santo?
Claro que também sei que se o tratamento não tivesse dado o resultado pretendido a culpa seria, fatalmente, dos médicos, “que não percebem a ponta-de-um-corno daquilo que andam a fazer”; mas como, aparentemente, tudo correu bem… foi a “nossa senhora”. E “isto” trabalha numa farmácia, onde lida com tudo o que é ciência e/ou produto dela.
Agora a sério, estou com um certo medo. Imaginem só esta cena: eu entro na farmácia para comprar aspirinas. A empregada atende-me, e recomenda: “Tomas uma a cada refeição; se, ao fim de uma semana, a gripe não tiver passado, rezas dois padre-nossos e cinco avé-marias…”





VINHO DE ALMEIRIM

28 12 2007

Por vezes somos confrontados com notícias que nos fazem sorrir… Não de gozo, não de chacota, mas de simpatia. Esta, que respiguei do “Portugal Diário”, faz-nos pensar que, em termos de turismo, talvez nem tudo esteja perdido em Portugal.

Que os portugas têm ideias, é inegável… Já agora: quem nunca provou a fabulosa “sopa da pedra” merecia que a pena de morte fosse reactivada.


Os clientes dos restaurantes de Almeirim vão poder levar as garrafas de vinho que não consumam na totalidade dentro de sacos que a autarquia idealizou, num projecto que passa pela formação e uniformização da apresentação dos funcionários, escreve a agência Lusa.

Pedro Ribeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Almeirim, disse esta sexta-feira à Lusa que a autarquia realizou uma primeira acção de formação que envolveu os responsáveis de 12 restaurantes da cidade.

Segundo disse, já a partir de Janeiro, todos os funcionários dos restaurantes que participaram nessa acção vão ter duas mudas de aventais, uma, cor de vinho e, outra, preta, com o logótipo «Almeirim, Capital da Sopa da Pedra» e a figura de um monge, uniformizando a sua apresentação.

Sacos serão opacos

A iniciativa dos sacos, que serão opacos com a inscrição «Vinhos de Almeirim», está já «estudada» e será apresentada no início de Janeiro aos responsáveis dos restaurantes e aos produtores, acreditando Pedro Ribeiro que poderão começar a ser distribuídos em Fevereiro.

«A ideia é promover os vinhos de Almeirim, permitindo que por exemplo um casal que queira beber vinho a uma refeição e que normalmente não consome uma garrafa o possa fazer levando o resto para consumir posteriormente», disse.

As acções de formação, que se vão repetir em Fevereiro para englobar todos os funcionários dos restaurantes interessados no projecto, incidem na melhoria do atendimento aos clientes e no serviço de vinhos, disse.

«Há uma dupla preocupação, dar uma boa resposta a quem nos visita e saber vender um bom produto do concelho», afirmou, sublinhando que o atendimento é o «melhor cartão de visita» para os milhares de pessoas que diariamente visitam Almeirim devido à sua restauração.

A tradicional Sopa da Pedra atrai milhares de pessoas aos restaurantes de Almeirim, gerando uma actividade económica directa, com a criação de postos de trabalho, e indirecta (como o fornecimento de vinhos, produtos hortícolas, enchidos, carne), considerada de «enorme importância» para o concelho.

Na zona junto à Praça de Touros, onde se concentra uma dezena de restaurantes, têm surgido postos de venda de produtos regionais, recordou.

«Acreditamos que as acções iniciadas terão um efeito multiplicador» junto de outros restaurantes, afirmou Pedro Ribeiro, frisando que a lógica é que a adesão à iniciativa da autarquia seja voluntária.